Imagens


Meninos, eu vi! Não, não foi um sonho. Nem uma alucinação. O urso realmente estava lá, enforcado e pendurado nos fios de um poste, com seu corpo balançando ao sabor do vento gelado daquela tarde cinzenta…

Foto: http://rodrigofaustini.net/photo.php?photo=1083&exhibition=1&ee_lang=por

Não reeleja!

Primeiro álbum do Hojerizah

Lembram do Hojerizah? Aquela banda “alternativa” dos anos 80, que tinha um vocalista com voz de barítono? Pois é! Eles tocaram no rádio por um tempo, com apenas uns 2 ou 3 sucessos (especialmente “Pros que estão em casa” e “Senhora feliz“). Adorava ouvir e tocar uma meia dúzia de músicas deles e ainda tenho o 1º vinil lançado perdido no meio de uma enorme pilha de outros LPs empoeirados e intocados pelo tempo e (e principalmente por mim). Sim, eu sou da época do vinil, do “bolachão” (ô, nem faz tanto tempo assim!), mas daí ainda ter uma pick-up (toca-discos) em casa seria (bom) demais… Então outro dia resolvi procurar a versão em CD para uma “sessão nostalgia” do tipo “viagem no túnel do tempo”.

Suas letras eram bastante líricas, profundas, poéticas e às vezes complexas (tanto de compreender quanto até mesmo de entender o quê estava sendo dito). O estilo e os arranjos eram diferentes de tudo que se tocava na época, muito bem trabalhados e que também costumavam ser complexos, sem que houvesse uma única música parecida com outra. Em minha opinião, foi uma das melhores bandas nacionais de todos os tempos, mas que, infelizmente, acabou definhando porque o povão que ouve rádio FM não consegue absorver ou compreender (e, consequentemente, aprender a apreciar) arte de qualidade. Não é à toa que, por exemplo, Rush não toca no rádio…

Segundo álbum do Hojerizah

Como infelizmente não achei o CD, farejei seus MP3 na Internet e achei o blog “FLY 2112” (que, por coincidência, é de um fã do Rush…), onde há um post que fala sobre o Hojerizah e explica por quê a banda sumiu do show business (que, no caso deles, era mais show do que business…). No final há um constrangedor – mas insuportavelmente atraente – link para baixar todas as músicas de seus únicos dois álbuns (num total de 70 MB). É uma ótima oportunidade para quem não teve o privilégio de ouví-los naquela época (e melhor ainda para aqueles que já eram fãs matarem a saudade). Mas, se acharem os CDs (caso tenham sido lançados…), por favor me avisem (e procurem comprar também, caso gostem das músicas; afinal, a banda não existe mais, mas seus ex-integrantes sim – e certamente eles ainda ganham com a venda de suas músicas).

Músicas sugeridas:

- Pros que estão em casa
- Senhora feliz
- Sol
- Roma
- Cinzas que queimam
- Pessoas
- Tempo que passa

Pros que estão em casa (ou mesmo fora dela), será degustação musical garantida!

Feliz ano novo...

Tradução:

FELIZ ANO NOVO!!!

- Porcaria. Nada mudou.”

Já pensou no quê você deseja para este seu novo ano que começa? Dentro de alguns anos você estará mais arrependido(a) pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então, solte suas amarras. Afaste-se do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra. Não espere mudanças – provoque-as. Mude, se for preciso.

O blog americano “Dark Roasted Blend – Weird and wonderful things” compilou uma série de fotos bizarras relativas à trânsito e engarrafamentos (The worst intersections and traffic jams).

Aí você acha um absurdo esse conjunto de viadutos japonês…

Viadutos no Japão

…ri da zona que é o trânsito em frente ao Arco do Triunfo em Paris…

Paris

…fica pasmo com a burocracia da engenharia de trânsito chegando a níveis Kafka na Inglaterra…

Inglaterra

…ou com esses outros viadutos em Xangai…

Xangai

…aí aparece São Paulo:

São Paulo

Fonte: www.gardenal.org/trabalhosujo/2008/03/zorra_total.html

A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa… E, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita… Por isso,

Comente a coisa...

Uma breve história da religião

Tradução:

- Que diabos você está fazendo?

- Estou rezando para esta pedra sagrada! Ela me dá paz, propósito e conexão espiritual. Você deveria fazer isto também!

- Você está brincando?! É apenas uma pedra estúpida!

- Blasfêmio!

- Ele mereceu isso, ó santíssima. Ele era um infiel!

O respeito pelo irracional...

Tradução:

- Eu acredito que a Terra foi criada quando duas tartarugas raivosas travaram uma batalha contra o deus espacial.

- Isso é estúpido!

- É minha religião.

- E eu a respeito.”

Um paradoxo?

Uma assunção generalizada, e que a maior parte das pessoas da nossa sociedade aceitam, é que a fé religiosa é especialmente vulnerável à ofensa e deve ser protegida por uma parede de respeito incrivelmente espessa; um respeito tal, que é até diferente daquele que as pessoas devem umas às outras.”

      Richard Dawkins

O (des)Governo Federal tem até dezembro para criar este novo tributo. A menos que você concorde ser roubado ainda mais, não deixe isso acontecer. Clique no endereço acima para saber mais e votar no abaixo-assinado online. Ah! E não deixe de manisfestar pessoalmente sua opinião e enviar sua solicitação de veto a todos os Senadores. Se desejar, comente abaixo o quê você acha desta gatuna tentativa de criação da 2ª CPMF (só lembrando: a 1ª voltou embutida no IOF…).

Exerça sua cidadania. Faça a diferença. E repasse adiante (basta enviar o link “blog.rodrigofaustini.com/?p=83” para seus contatos, através do qual a imagem acima poderá ser copiada e utilizada em e-mails e websites).

Verdades corporativas

Tradução:

- Por que parece que a maioria das decisões, na empresa onde trabalho, são tomadas por lêmures bêbados?

- Decisões são tomadas por pessoas que têm tempo, não por pessoas que tem talento.

- Por que as pessoas talentosas estão tão ocupadas?

- Elas estão corrigindo os problemas causados por pessoas que têm tempo.”

Procura-se...

Tradução:

PROCURA-SE: Alguém para voltar no tempo comigo. Isto não é uma piada. Caixa Postal 322, Oakview, California, 93022. Você será pago após regressarmos. Deve trazer suas próprias armas. Segurança não garantida. Eu só fiz isso uma vez antes.”

Qual sua verdadeira face?O comportamento das pessoas, hoje em dia (ou cada vez mais, para os pessimistas de plantão), tem sido muito artificial. Aprendemos (e conseguimos!) a mentir, iludir, enganar e trair com muita naturalidade – até a nós mesmos… Não quero parecer puritanista ao dizer isso, já que estas ações são inerentes ao fato de ser humano (afinal, quem de nós um dia não realizou ao menos uma delas contra alguém ou contra si próprio? Se você nunca fez nada disso, então atire a primeira pedra em minha caixa de comentários!). O grande problema é que as pessoas têm tornado todas essas ações atos típicos do cotidiano, tranformando as exceções em regras (e, muitas vezes, cometendo todas ao mesmo tempo…). Temos nos tornado atores de nós próprios e transformado nossas vidas em um grande palco de encenação constante, sobre o qual usamos máscaras para (dis)simular nossas verdadeiras intenções. Vivemos criticando várias pessoas por agirem assim (como nossos políticos, por exemplo), mas agimos camufladamente da mesma forma.

Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?Em qual cenário geralmente mais agimos assim? Em minha opinião, o mercado de trabalho tem sido o ambiente ideal para a prática da arte de dotar as pessoas desse talento para a encenação maliciosa. As relações comerciais (pressionadas pela concorrência voraz, pelo atingimento de metas sem escrúpulos e pela crescente e insaciável busca pelo cálice sagrado dos lucros cada vez maiores e a qualquer custo) nos obrigam cada vez mais a blefar, omitir, mentir e, algumas vezes, até mesmo trapacear e corromper (ou nos deixarmos corromper) para atingirmos um objetivo (que na maioria das vezes nem mesmo é legitimamente nosso). As relações no mercado de trabalho têm se tornado demasiadamente predatórias, interesseiras e impessoais (OK, os almoços de negócio tentam devolver alguma “humanidade” às relações – além de aumentarem nossa efetiva jornada de trabalho em mais 1 ou 2 horas e, algumas vezes, nos presentearem com dolorosas gastrites… – mas quase sempre não combinam com a comida). Muito se tem perdido do ser humano nesse processo. Hoje em dia as corporações querem profissionais que sejam Super Homens (ou Mulheres Maravilhas), ou seja, infalíveis, multi-habilidosos, multi-certificados, poliglotas, incansáveis, pós-graduados e doutorados ao máximo do limite acadêmico e super estudiosos, aplicados e dedicados – tudo isso ao mesmo tempo. Ou seja, na prática (embora o discurso do RH seja bem demagogicamente diferente…), as empresas (especialmente as maiores), desejam que seus “colaboradores” (um novo termo termo hipócrita criado pelos gurus da nova era corporativa para fazer o empregado se sentir mais humano, valorizado e respeitado do que ele realmente é) mantenham-se prioritariamente dedicados aos negócios e, quando e se necessário (ou seja, quase sempre), que até mesmo renunciem às suas próprias vidas pessoais (incluindo suas famílias) em favor dos interesses da organização: é aquilo que sutilmente chamam de “vestir a camisa da empresa”. Por conta disso (ou mesmo devido à necessidade legítima), as pessoas, atualmente e cada vez mais, têm vivido para trabalhar – ao invés de trabalhar para viver.

Macacos da mídiaMas o quê tem nos levado a agirmos assim? Um dos elementos responsáveis pela “coisificação” do ser humano (além do individualismo provocado pela violência e do consumismo de nosso neocapitalismo globalizado, através do qual as fronteiras do mundo maravilhosamente se abrem, enquanto nos fechamos e nos isolamos dentro de nós mesmos e de nossos novos medos sazonais…) é a mídia de massa – em especial, a TV e a imprensa especialista em futilidades “in“. Através dela alimentamos nossos desejos mais perversos de consumo, estilo de vida e identificação pessoal. A silhueta de nossas personalidades são (re)moldadas pela mídia, à medida que nos deixamos influenciar e “lobotomizar” pela lavagem cerebral proporcionada por suas propostas duvidosas, ideologias hipócritas, sonhos ilusórios e histórias nem sempre bem contadas. Da mídia social às redes de comunicação interpessoais, todas as novas mídias e tecnologias possuem um crescente e importante papel na forma como entendemos e lidamos com nossas complexas vidas atuais. Notícias, jogos de computador, música e outras formas de arte, teorias da comunicação, filosofia, sociologia e outras áreas também contribuem significativamente para nosso entendimento do papel das relações e da tecnologia para nosso aprendizado e formação de opinião, personalidade e caráter (ou suas alterações). Mas a mídia em si não é a grande culpada. Culpado é o homem que alimenta a mídia com detritos e o que se deixa alimentar por ela sem senso crítico (que aprendeu, desde a escola, a não ter ou desenvolvê-lo de forma positiva…). Nossos já “lobotomizados” professores estavam ocupados demais em vomitar toda aquela sopa de letras e muitos conhecimentos inúteis sobre nossas cabeças e, nós, apenas muito preocupados em simplesmente decorar tudo aquilo para tirarmos notas suficientes para passarmos de ano, enquanto só pensávamos nas diversões das férias de verão (quando, muitas vezes, aprendíamos mais sobre a vida do que nas escolas…).

Crédito da foto: Georgios M.W.Há outras variáveis? Centenas delas! Mas este post não pretende se tornar um tratado… O fato é que estamos vivendo uma época em que nossas justificativas e declarações a respeito daquilo que fizemos, fazemos ou pretendemos fazer (ou não) estão se tornando cada vez mais repetitivas, lugar comum, hipócritas e demagógicas. Nunca desconfiamos tanto de nós mesmos. Nunca duvidamos tanto de nossas palavras, gestos, atitudes, idéais e – sobretudo – intenções. Somos vigias amedrontados de nós mesmos. Na melhor das hipóteses, acreditamos nas pessoas – mas “com um pé atrás”… Até nos sentimos incomodados de pedir um favor a alguém (e, quando o recebemos, nos achamos na obrigação aflita da retribuição imediata). Damos mais importância ao nosso status social do que ao nosso estado de ser e de estar. Falamos e gesticulamos de forma tão massificadoramente idêntica que parecemos “bio-robôs” saídos de uma mesma linha de produção. Estamos perdendo nossa originalidade, nossa identidade pessoal, nosso encanto individual. Quando, idealmente, cada pessoa deveria ser aquela que é o que é e, assim sendo, ser aquilo que ninguém mais é – sem “máscaras”, sem precisar ter que fingir ser o que não é para viver. E você? Quantas “máscaras” você guarda em seu armário?

E não, não sou um pessimista ou um antropólogo ou sociólogo de mal humor. Sou apenas um daqueles observadores daquilo que os olhos não vêem (enquanto tento, sem precisar usar “máscaras”, ser aquele que ninguém mais é).

Nômades, enfim!Parece que a tecnologia de comunicação móvel é o tema da vez. A revista inglesa “The Economist” publicou um artigo/entrevista chamado “Nomads at last” (“Nômades enfim“) que explora como a tecnologia (bem, a comunicação sem fio) está mudando a forma como as pessoas vivem e trabalham. Uma citação bem apropriada do sociólogo Manuel Castells resume tudo muito bem: “Conectividade permanente – e não movimento – é a coisa crítica“.

Eu passo mais tempo na maioria dos dias interagindo com pessoas em outras cidades, estados e até países do que com meus vizinhos. E suspeito que a habilidade para que as pessoas interajam fora de seus limites geográficos irá substituir muito do que significa “estar aqui”. Já me aproximei de pessoas que aparentemente estavam disponíveis, para somente então descobrir que elas estavam ocupadas em conversas com alguém através de seus celulares (via tecnologia sem fio “Bluetooth”). “Aqui” significa cada vez menos. “Conectado” significa cada vez mais.

Eu sou da paz...

Solte fogos em locais adequados!

Parabéns para todos nós! Hoje é o “Dia internacional dos perturbados”! Se esta data oficialmente existe não sei, mas a idéia é ótima…

Eu não me importo se você lambe janelas, joga pedra em avião ou bate prego com a testa… Mas lembre-se que cada 60 segundos que você gasta irritado, nervoso, perturbado ou estressado, poderia ter sido um minuto de paz, alegria ou felicidade que nunca mais volta.

Então a mensagem de hoje é: a vida é curta. Quebre as regras, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente – e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo…

As setas desta placa não deveriam estar apontando para a mesma direção?…

Liberdade X Paraíso

Em 1996, a cronista americana Mary Schmich escreveu um texto chamado “Advice, like youth, probably just wasted on the young“, título que poderia ser traduzido por “Conselhos, tal como a juventude, provavelmente desperdiçados pelos jovens“. Posteriormente, ele foi publicado no jornal Chicago Tribune e, daí em diante, ganhou o mundo. Já outros atribuem a autoria da obra à Tim Cox e Nigel Swatson…

O fato é que, depois de muito rodar pela Internet, já em 2003, este texto foi convertido em uma versão musicada, com imagens e declamada por Pedro Bial, que foi “ao ar” no Fantástico, tornando-se um verdadeiro sucesso. No entanto, poucos sabem que existe uma versão anterior muito similar (e anterior à do Fantástico), produzida em 1999 pela agência de publicidade DM9DDB. De toda forma, ambas são belas e inspiradoras.

Clique na foto acima para ouvir a versão narrada pelo Bial (se não reproduzir, efetue o download do “Flash Player” para ouvi-la). Ou então somente leia:

Senhoras e senhores da turma de 2003: filtro solar!
Nunca deixem de usar filtro solar.
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: use filtro solar!

Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência.
Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.
Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês:

Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece… Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas, pode crer, daqui a 20 anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia quantas, tantas alternativas escancaravam à sua frente – e como você realmente tava com tudo em cima.
Você não tá gordo! Ou gorda…

Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça feira modorrenta.

Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.

Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.

Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima, às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.

Não esqueça os elogios que receber – esqueça as ofenças.
Se conseguir isso, me ensine!
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.

Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos 22, o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem…

Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos – você vai sentir falta deles.

Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.

Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.
As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo.
É assim pra todo mundo.

Desfrute do seu corpo.
Use-o de toda a maneira que puder, mesmo.
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.

Dance.
Mesmo que não tenha aonde, além do seu próprio quarto.

Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza! Elas só vão fazer você se achar feio…

Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.

Viaje.

Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também vai envelhecer.
E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças respeitavam os mais velhos.

Respeite os mais velhos.

E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
Talvez case com um bom partido.
Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar…
Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.

Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.

Mas, no filtro solar, acredite.

Em defesa de websites limpos!

TV controlada por palmas e gestosPerder o controle remoto de sua TV debaixo das poltronas do seu sofá logo poderá se tornar uma coisa do passado.

A JVC divulgou no início de outubro deste ano, durante uma feira de tecnologia no Japão (CEATEC), um protótipo de TV totalmente controlada por palmas e gestos. Bata 2 palmas e um menu com controles de volume e canais aparece. Bata uma nova palma para efetuar uma seleção, ou mova seus braços no ar em movimentos pré-definidos para manipular os controles (como, por exemplo, bater uma palma mais longa e apontar o dedão pra cima para ligar a TV).

Não estou bem certo se ficar batendo palmas misteriosamente tarde da noite, girando nossos braços no ar feito praticantes de Tai Shi Suan, será mais fácil do que simplesmente clicar botões em um controle remoto (embora este novo método proporcione a economia de alguns centavos por mês em pilhas). Mas se todas as TVs forem assim, você nunca mais terá que se preocupar em perder o controle remoto – mas passará a se preocupar muito mais em perder seus braços…

Outro dia estava navegando pra lá e pra cá em alguns websites de fotografia, quando achei “What the Duck“, uma tirinha humorística do cartunista Aaron Johnson, cujo tema gira em torno da fotografia e suas peculiaridades.

Muito legal que mesmo uma atividade relativamente marginalizada como a fotografia tenha merecido ganhar um cartoon exclusivo (já tão popular e que se tornou algo cult entre fotógrafos e simpatizantes). Parabéns pela iniciativa Aaron!

What the duck

Tradução:

- Eu me selei dentro desta bolha plástica para prevenir qualquer poeira a mais de sujar minha câmera ou entrar dentro dela.

- Grande idéia.

- Talvez não. Eu tenho que urinar.

- Espero que você saiba nadar.”

Batman em Brasília

Propagandas de cremes dentais

Veja todas as fotos em “www.rodrigofaustini.net

FOTOS ALEATÓRIAS DE MINHA GALERIA DE FOTOS

Televisão

Gerúndio: esteja esmagando essa idéia!

Raridades!

Reality show

Não espere...

É um mundo mágico...

Tradução:

Calvin: Uau, nevou pra valer na noite passada! Não é maravilhoso?

Hobbes: Tudo que é familiar desapareceu! O mundo parece novo em folha!

Calvin: Um novo ano… Um início fresco e limpo!

Hobbes: É como ter uma grande folha branca de papel para se desenhar!

Calvin: Um dia cheio de possibilidades! É um mundo mágico, Hobbes, meu velho amigo… Vamos explorar!”

Eleitor brasileiro

Pizza de impunidade

Expresse suas opiniões!

Quem me conhece sabe que eu adoro viajar. Quanto mais longe, melhor. Acho que tudo começou lá pelos idos de 1986, quando o início do estudo do idioma inglês (associada à sedução lobotômica do “sonho americano”) me fez perceber que eu tinha vocação pra ser cidadão do mundo. O cinema, é claro, também ajudou bastante, pois literalmente abriu meus olhos para horizontes muito além daquele que eu podia ver pela janela de meu quarto, na pequena cidade onde nasci (que, por lá, audaciosamente insistem em apelidar de “capital secreta do mundo”…). Naquela época eu já começava a me sentir prisioneiro de meu lar doce lar. Percebi que viajar era preciso.

Especialmente para outros países. Os nacionalistas de plantão dizem que eu sou um filho pródigo da pátria amada, que há tantas coisas bonitas para se conhecer no Brasil. E é verdade (a segunda afirmativa – e não a primeira…). Mas viajar, para mim, não diz respeito apenas aos lugares. Tem haver com as pessoas, com a cultura, com a “aura” do local. Com a misteriosa e intrigante (mas ao mesmo tempo deliciosa) sensação de enfrentar o inesperadamente novo, o desconhecido. De ver como este mundo globalizadamente pequeno é tão grande em diversidade.

E não falo, por exemplo, de ir à Paris para subir na Torre Eiffel ou de ir aos EUA tirar fotos com Mickey Mouse na Disneylândia (embora confesse que já tenha cometido a segunda por acidente…). Falo de exorcisar as excursões turísticas e bravamente alugar um carro e se perder no interior da França (passando pelos inúmeros pequenos vilarejos, cheios de história e vinhos espetaculares), ou cruzar os EUA (através dos ossos da lendária Rota 66, conhecendo alguns dos locais e personagens que ainda fazem parte da história do “velho oeste”, como tive a oportunidade de fazer em 2001).

Viajar não se resume a apenas visitar lugares, mas a absorvê-los em sua plenitude, evitando as “armadilhas para turistas” (ou pelo menos não se limitando apenas a elas). É preciso comer o que os residentes locais comem, frequentar os lugares que eles frequentam, ouvir as músicas que eles ouvem, até mesmo usar as roupas que eles usam (mesmo que nada disso esteja listado nos guias de viagem comerciais). “Quando em Roma, faça como os romanos“. Somente dessa forma poderemos voltar pra casa e dizer que, de fato, conhecemos um determinado lugar e trouxemos conosco uma enorme bagagem (não de produtos ou souveniers, mas de elementos culturais que durarão para sempre dentro de nós e que, de alguma forma, nos tornarão mais educados, civilizados, humildes e contemplativos perante à humanidade, às pessoas com as quais convivemos e talvez ao próprio sentido da vida – seja ele qual for…). E para que, no aconchego do nosso lar doce lar, possamos sonhar com a próxima viagem doce viagem

Prédio do Senado (Bogotá - Colômbia - Jan/2006) Não cuspa em mim! (Lhama em Bogotá - Colômbia - Jan/2006) Malabaristas em Venice Beach (California - EUA - Jan/2006) Sem palavras... (com Charles Chaplin no Universal Studios - Hollywood/LA - EUA - Jan/2006)

Somos unidades biológicas cuja espécie é movida a dúvidas. A cor das paredes do apartamento novo, o destino das próximas férias e os sabores das bolas do sorvete são apenas uma pequena amostra de nossas infinitas dúvidas diárias.

Mas, sem dúvida (e sem trocadilho…), a maior de todas as dúvidas continua sendo: “qual o sentido da vida?” (inclua-se nesta abrangente pergunta as questões relativas a o quê será de nós após a morte, como surgiu o Universo, se existem seres extraterrestres, se eram os deuses astronautas, quem mexeu no nosso queijo, ser ou não ser etc.).

No excelente filme “Quiz Show” (EUA, 1994), que retratava os bastidores de um programa de TV que premiava pessoas por seus conhecimentos, alguém cogitou que esta seria a pergunta de US$ 64.000 dólares (o valor do prêmio máximo, numa época em que US$ 64 mil era muito, muito dinheiro…). O grupo humorístico inglês Monty Python (O “Casseta e Planeta” da Inglaterra) brincou com este tema no quase filosófico filme “O sentido da vida” (“The meaning of life” – Inglaterra, 1983), onde tentaram desvendar os mistérios da vida com sketches que examinavam as eras do homem e outras situações típicas do cotidiano nosso de cada dia. Eles podem não ter conseguido chegar a uma resposta exata, mas nos ajudaram a perceber que nem sempre é preciso buscar sentido naquilo que se vive – literalmente.

A morte - Cena do filme 'O sentido da vida', de Monty Python
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Para aqueles que não se satisfazem em apenas participar dessa grande peça teatral sem ensaios que é a vida sem conhecer a íntegra do script (como eu), viver pode ser bem mais confuso… Dilemas constantes, dúvidas cruéis e crises existenciais são apenas alguns dos efeitos colaterais dessa busca pelas respostas sagradas que explicariam, por exemplo, por quê morremos, de onde viemos, para onde vamos (se é que vamos…) e por qual motivo a Fanta Uva light só vem em latinhas… Oh, well.

Mesmo que você não tenha nada a ver comigo, seja bem-vindo(a) ao weblog pessoal de Rodrigo Faustini (dedicado à interminável busca pelo sentido da vida e ao desejo pela busca da verdade – ou não…). Isto aqui é o que chamam de “Internet”.

ATENÇÃO: Este blog é uma extensão de meu cérebro. Se você não está preparado para se confrontar com provocações, imagens, idéias e opiniões polêmicas, controversas ou diferentes da sua, este website não é para você (há sempre outras alternativas…).

Comentários e críticas construtivas serão muito bem-vindos, mas flames e mensagens raivosas serão solenemente ignorados. Se quiser discutir ou acrescentar seu ponto de vista sobre algo escrito ou mostrado aqui, tente exercer sua liberdade de expressão de forma elegante e baseada em argumentos fundamentados. Ao contrário do que se pensa, a diversidade também une as pessoas.

Pense 2 vezes!

Caso contrário…

Yo borro comentarios! Yo borro comentarios!
Io cancello i commenti! Ich lösche Kommentare!

Foi o doido que fez este treco funcionar...