
Setembro de 2007
Dom 30 Set 2007
Santa impunidade, Batman!
Publicado por Rodrigo Faustini sob Reclamações , Provocações , Humor , Cotidiano , Sociedade , ImagensSem Comentários
Dom 30 Set 2007
Mistérios da política brasileira (ou “Pergunta que não quer calar…”)
Publicado por Rodrigo Faustini sob Provocações , Dúvidas , Curiosidades , SociedadeSem Comentários
Qui 27 Set 2007
Hálito refrescante em propagandas alucinantes! Será que eles fumam pasta de dente pra criar aquilo?…
Publicado por Rodrigo Faustini sob Reclamações , Humor , Cotidiano , ImagensSem Comentários

Qui 27 Set 2007
Sou ou não sou? Eis a questão. “You talking to me?”, como dizia Robert De Niro no clássico filme “Taxi Driver”.
Calma, não é nada disso - eu explico: algumas pessoas (aparentemente estranhas, quero dizer, supostamente desconhecidas) às vezes me perguntam via e-mail, Orkut, MSN etc. se eu sou ou não sou uma determinada pessoa que elas conheceram (geralmente num passado não tão distante - afinal, só tenho 34 anos…
).
Bem, realmente… não sei. Depende. Como já dizia Albert Einstein em sua famosa “Teoria da Relatividade”, tudo é relativo. Infelizmente (ou sei lá, talvez felizmente para elas…), na maioria das vezes acho que não sou quem elas pensam que eu seja… Mas sou orgulhosamente um Faustini legítimo (Eco! Mama mia! Cazzo!), o que já dá pelo menos metade das pistas…
Quem sabe em minha infância, em algum lugar do passado? Segundo a ciência, por volta dos 30 e poucos anos e por algum motivo não aparente, não conseguimos nos lembrar de muitos fatos ou pessoas que fizeram parte de nosso passado na infância e/ou adolescência. Mistérios da neurologia. Mas quem sabe? Perguntem sempre, será um prazer fazer essas escavações arqueológicas cerebrais, em busca da pessoa perdida no tempo e no espaço (embora o tempo sempre insista em prevalecer, por mais que alguns filósofos e metafísicos de plantão digam que ele não existe…). Se você também for acometido por esta dúvida cruel e quiser me dizer onde e como foi (mas por favor, via e-mail, para evitarmos eventuais constrangimentos públicos… ;->), talvez meus neurônios consigam estabelecer as devidas conexões químicas nessa “caixa de Pandora” que é nosso cérebro e permitam que eu viaje no túnel do tempo e me reencontre com você… Ou não…
Qua 26 Set 2007
Crítica musical: Kelly Clarkson - “Breakaway”
Publicado por Rodrigo Faustini sob Vídeos , Música , Artes , CríticasSem Comentários
Clique na imagem abaixo para assistir versão e vídeoclipe originais no website do YouTube. Há uma outra versão semi-acústica (também ao vivo), incluindo cenas de bastidores. Ainda não satisfeito? Então veja a apresentação exibida no “AI Xmass Special”, da Fox (aliás, como ela estava linda e sensual naquele dia!).
Não sou crítico musical e não costumo discutir música (especialmente devido à divergência de gostos), mas com esta aí irei inaugurar uma exceção. Eu poderia falar sobre centenas de músicas cuja mensagem ou mesmo apenas seus acordes me marcaram ou tocaram (sem trocadilho) de alguma forma, passando por várias épocas e estilos musicais (do jazz do início do século 20 ao último hit das paradas musicais)… Mas hoje, em especial e por algum motivo não tão bem definido, sugiro que ouçam (ou melhor, “sintam”) a canção “Breakaway”, um dos maiores sucessos atuais, cantado pela bonita e simpática loirinha Kelly Clarkson e escrito por Matthew Gerrard, B. Benante e Avril Lavigne (é, ela mesma…). Kelly é americana (nascida no Texas) e foi a vencedora da 1ª temporada do concurso “American Idol” em 2002 (equivalente ao programa de TV brasileiro “Ídolos”).
Esta música fala basicamente sobre se submeter à uma grande mudança na vida, assumir riscos, agarrar oportunidades e mudar (em vários sentidos), além de também falar sobre a sensação e o sentimento de ser ou fazer parte de algo ou de algum lugar (e às vezes não), opressão, infelicidade, determinação e liberdade. É significativa e marcante de várias formas (muitas delas contraditórias), porque pode transmitir a quem a ouve com o coração muitas e diferentes emoções e, indiretamente, tocar na mais antiga das questões: o sentido da vida (ou, ainda, qual sentido ou direção devemos dar às nossas próprias vidas).
A história por trás da letra de “Breakaway” narra o desabafo de uma garota que, mesmo a contragosto, não se sentia pertencer ao local onde nasceu e ao momento em que vivia determinada fase de sua vida, especialmente porque ninguém a ouvia quando ela tentava dizer algo. Na sequência, conta sobre sua determinação e coragem de, finalmente, “break away” (ou seja, “virar a mesa”, largar aquela vida opressiva para trás, transformar seus sonhos em realidade e mudá-la totalmente), sem se esquecer ou se desprender emocionalmente do lugar de onde saiu e das pessoas que ama.
Tecnicamente falando, algumas frases da música facilitam com que nossos sentimentos sejam despertados porque sua estrutura de linguagem faz uso de aliterações simétricas, imaginário, metáforas, repetições, rimas e ritmo (porém de forma bastante natural, sem todo aquele exagero típico das músicas pop fúteis, sem teor e emoção, que parecem ser escritas no trânsito caótico das metrópoles, por compositores profissionais que vivem reinventando as mesmas “músicas enlatadas”, ou seja, nos moldes das repetitivas “receitas de bolo” do show business, tanto para satisfazer produtores ainda mais sem imaginação quanto gravadoras famintas por número$).
Esta música tem um grande significado diferente para muitas pessoas diferentes. A maioria de nós pode se identificar com sua mensagem de alguma forma, de um jeito ou de outro. Ela provoca muitas emoções distintas (tristeza, determinação, coragem, felicidade). A melhor parte (daí seu maior mérito) é que cada pessoa pode tirar sua própria moral, inspiração ou interpretação desta música, já que ela possui tantos significados e se relaciona com o cotidiano, com “a vida como ela é”. No meu caso, me transmitiu determinação e despertou em mim reflexões e algumas emoções (especialmente tristeza e esperança). Esta música também se relaciona com todo mundo porque cada ser humano chega a um determinado ponto de sua vida no qual percebe que deve começar alguma coisa nova, conquistar sua liberdade e “break away” de alguma forma. Há muito poder, energia e intensidade em sua letra. Ela, no mínimo, transmite estímulo, força de vontade, coragem e esperança, expressando pelo menos um ou mais sentimentos pelos quais cada um de nós teve, tem ou terá de passar durante a vida.
Por tudo isso, esta música simples tem afetado diversas pessoas de formas diferentes, para muitas das quais ela tem servido como trilha sonora de suas próprias vidas. Ela possui significado (algo que tem se tornado cada vez mais raro nas letras de música…) e, mesmo eventualmente despertando sentimentos negativos, acaba nos estimulando a dar um novo rumo às nossas vidas (especialmente para aqueles que se sentem fracos, inseguros ou indecisos). Além de ser musicalmente muito gostosa de se ouvir (especialmente na deliciosa voz da Kelly
).
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“Grew up in a small town Trying hard to reach out I’ll spread my wings Wanna feel the warm breeze I’ll spread my wings Buildings with a hundred floors I’ll spread my wings Breakaway |
“Cresci numa cidade pequena Tentando ao máximo alcançar (a felicidade) Eu abrirei minhas asas Quero sentir a brisa quente Eu abrirei minhas asas Edifícios com cem andares Abrirei minhas asas Partir |
(Tradução: Rodrigo Faustini)
Sex 21 Set 2007
Fotos aleatórias de minha galeria de fotos
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Seg 17 Set 2007
Qual seu “programa” pro fim de semana?
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Seg 17 Set 2007
Ciência e tecnologia: o grande bem do século 20?
Publicado por Rodrigo Faustini sob Lamentações , Reflexões , Dúvidas , Opinião , Sociedade , Discussões , Dilemas , Tecnologia , Ciência[2] Comentários
Durante todo o período da história humana, nunca o mundo evoluiu tanto quanto nos últimos 60 anos, e devemos isso, principalmente, ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia em todas as áreas do conhecimento humano. Será que ambas foram o grande bem do século XX?
Sem dúvida os avanços da ciência (e, consequentemente, da tecnologia) trouxeram uma série de benefícios em favor da melhoria da qualidade de vida de todos nós. No entanto, é preciso abrir a cortina e ver que, ao mesmo tempo, a ciência também transformou o bem em mal quando criou uma tecnologia que amplia a distância entre ricos e pobres, priva de empregos jovens sem instrução e deixa grande número de mães jovens e de crianças desesperançadas e sem ter onde morar. Este mal pode ser visto em muitas partes do mundo, especialmente nas grandes cidades da américa do Sul e do Norte. Na época do Natal, quando se caminha pelas ruas de New York depois do escurecer, vê-se toda a extensão desse abismo. As vitrines exageradamente iluminadas, cheias de brinquedos eletrônicos high-tech para os filhos dos ricos, e poucos metros adiante os cantos escuros das entradas do metrô repletas dos vultos indistintos dos trapos humanos que a nova tecnologia deixou para trás. Cenas antagônicas como essa tornaram-se parte de nosso dia-a-dia.
Há cerca de 60 anos atrás, ricos e pobres eram menos isolados e menos temerosos uns dos outros e a sensação de pertencer a uma comunidade era mais intensa. Os ricos tinham menos trancas em suas portas e os pobres possuíam um teto sob o qual morar. Desde aquela época, a riqueza se acumulou e a sociedade se deteriorou. É como disse Haldane (filósofo e político escocês, 1856-1928): “A tendência da ciência aplicada é de amplificar as injustiças até que se tornem intoleráveis demais para serem suportadas, e o homem comum, que nenhum profeta ou poeta é capaz de sensibilizar, finalmente se move e extingue o mal em sua origem“.
A grande maioria dos cientistas se defende ao dizer que as calamidades da sociedade são causadas pela droga, pela disseminação de armas, pela intolerância racial, pelo analfabetismo, pela má qualidade das escolas ou pela dissolução das famílias - e não pela ciência. É verdade que as causas imediatas da desintegração social são morais e econômicas - e não técnicas. No entanto, a parcela de responsabilidade por tais males com que a ciência deve arcar é mais pesada do que a maioria dos cientistas está disposta a admitir. Quando examinamos os processos em uma escala temporal de 50 ou 100 anos, realmente percebemos que a mais poderosa força de mudança é a ciência e que, em seu nome, máquinas tomaram o lugar de trabalhadores manuais pouco qualificados e computadores tomaram o lugar de funcionários administrativos pouco qualificados em todos os ramos da indústria e do comércio. Devido à ciência, a classe média tradicionalmente conservadora (constituída por operários especializados bem pagos) deixou de existir. Devido à ciência, já não existem empregos que paguem o suficiente a jovens sem educação superior para que estes possam sustentar uma vida confortável para suas famílias, a menos que sejam dotados de talentos especiais e muita sorte, como ocorre com jogadores de futebol ou celebridades do cinema ou da música. Devido à ciência, famílias que têm acesso a computadores e à educação superior tornam-se rapidamente uma casta hereditária em que as crianças herdam de seus pais essas vantagens. Devido à ciência, crianças privadas de oportunidades legítimas de ganhar a vida têm fortes incentivos econômicos para juntar-se a gangues e tornaram-se criminosas. Desta forma, a mudança tecnológica impulsionada pela ciência tem sido a causa primária dessas revoluções na base econômica da sociedade. Depois que a mudança tecnológica fecha indústrias e destrói empregos, o declínio da moralidade e a erosão da disciplina se seguem como consequências imediatas e novas causas secundárias de esgarçamento social.
Especificamente no que diz respeito à invasão dos computadores em nossas vidas, imagino que nem mesmo seu criador, o matemático húngaro-americano Von Neumann (1903-1957), tenha previsto o surgimento do computador pessoal e muito menos da Internet, que expandiram-se com velocidade explosiva. Assim como outras mudanças tecnológicas, ambos trouxeram tanto o bem quanto o mal. No lado bom, a popularização da tecnologia nos deu computadores amigáveis, com rostos humanos, acessíveis a pessoas comuns, que os usam para o trabalho e como divertimento. Von Neumann nunca imaginou que os computadores pudessem ser humanizados a ponto de mães o usarem para imprimir convites e as crianças os empregarem para fazer suas lições de casa. Do lado mau, a indústria de computadores domésticos ampliou o abismo entre ricos e pobres. O filho de pais que têm computador se “alfabetiza” na informática à medida que cresce e é inundado por oportunidades de ingressar no mundo da educação, do trabalho e da indústria high-tech. Já a criança sem acesso a um computador doméstico fica para trás neste processo. O analfabetismo informático é uma barreira adicional que a criança pobre precisa suplantar para ganhar a vida honestamente. O escritor norte-americano Alvin Tofler define precisamente essa situação quando afirma que “por volta do ano 2000, aqueles que não tiverem um mínimo de conhecimento de computação serão considerados os novos analfabetos do século XXI“.
Livro sugerido: “Mundos Imaginados” (de Freeman Dyson, Cia. das Letras, 1998).
A ciência e a tecnologia, e as várias formas de arte, todas, unirão
a humanidade num sistema único interconectado.”
- Z. A. Medvedev, no livro “The Medvedev Papers” (1970)
Dom 16 Set 2007
“Communications Decency Act”
Publicado por Rodrigo Faustini sob Reclamações , Provocações , Opinião , Sociedade , DiscussõesSem Comentários
O “Communications Decency Act” é um projeto do governo americano que tentou fazer valer uma lei que considerasse como crime transmitir “materiais indecentes” e fotos de crianças nuas através da Internet.
Apesar de cidadão brasileiro (mas usuário da mesma Internet que o governo americano deseja censurar) eu afirmo que concordei plenamente com tal projeto de lei (mas continue lendo…).
No entanto, decidi que a partir da data em que a mesma fosse aprovada, quando quer que eu tivesse que forçosamente usar uma palavra ofensiva em meus sites ou em minhas mensagens de e-mail, eu as substituiria pelo nome de um político americano ofensivo. Eu, inclusive, aconselharia todos a fazerem o mesmo. A melhor parte desta decisão é que eles não poderiam censurar essas palavras sem mudar seus próprios nomes. Eu sei que não deveria estar sugerindo tal coisa, mas atitudes eleitorescas como essa fazem com que não devamos dar a mínima para esses políticos filhos da Hillary. E se eles recorressem, mandaria-os tomar no Bush…
É claro que pedofilia e pornografia infantil são coisas lamentáveis. Mas toda forma de censura é inadmissível.
OBS: Os mesmos nobres políticos americanos que recentemente votaram contra a nudez na Internet no sentido de “proteger nossas crianças” são os mesmos que as enviam para a guerra quando quer que um empasse corporativista-econômico-financeiro tenha que ser resolvido. Afinal, onde está a verdadeira obscenidade?
Dom 16 Set 2007
Campanha contra “estar usando o gerúndio”!
Publicado por Rodrigo Faustini sob Reclamações , Conselhos , ImagensSem Comentários
Dom 16 Set 2007
Ah, o vinho… Por ser um verdadeiro descendente de italiano, está em meu sangue a veneração por vinhos, esse néctar dos deuses (Bacco tinha razão…)! Tenho especial atração pelos vinhos tintos espanhóis com bouquet amadeirado (pois dormem anos a fio em enormes barris de carvalho) e as uvas tintas Merlot e Carmenère são as minhas preferidas. O vinho, além de fazer bem à saúde (em doses terapêuticas, é claro), parece inspirar a alma. Se alguém deseja me dar um presente e não sabe o quê escolher, que me presenteie com uma boa garrafa de vinho tinto! E, bem, você sabe… vinhos tintos chamam um bom queijo gorgonzola, um pãozinho com azeite, um salaminho italiano e por aí vai… Cada vez mais me convenço de que o vinho é o melhor amigo do homem - o vinho é o cachorro engarrafado!
Dom 16 Set 2007

Dom 16 Set 2007
Como obter a devida criatividade para escrever?
Publicado por Rodrigo Faustini sob Devaneios...Sem Comentários
Particularmente, tenho colhido evidências concretas de que criatividade é um misterioso processo que envolve grandes blocos de queijo suíço envelhecido com bons vinhos tintos adormecidos em barris de carvalho, um vagaroso ventilador de teto, uma luminária de mesa velha e um charuto cubano da mais pura folha de fumo. Misturados e usados de forma apropriada, esses itens (adicionados de um pouco de sorte e talento) podem estimular a produção de textos excelentes (ou qualquer outra forma de arte). Há quem diga que o cérebro está diretamente envolvido com o processo da criação, mas nada foi efetivamente comprovado até hoje… |
Dom 16 Set 2007
Reality show
Publicado por Rodrigo Faustini sob Lamentações , Reflexões , Cotidiano , Fotos , Sociedade , ImagensSem Comentários

Sáb 15 Set 2007
Verdades e lições que tenho aprendido ao longo da vida (algumas delas ao longo das últimas semanas…):
- Quando a vida coloca em nosso caminho alguém que nos proporciona algum mal que não merecemos, é porque esta pessoa, de alguma forma, vive algum desconforto dentro dela. A quantidade de dor que ela te faz sentir é diretamente proporcional à quantidade de dor que ela sente (ou já sentiu) dentro dela.
- Quem é capaz de denegrir a imagem de alguém que não conhece e iludir para destruir um relacionamento alheio é um grande vitorioso sem glórias - e também sem nobreza de caráter. E se ainda for capaz de provocar em alguém a mesma dor e sofrimento de que um dia também já foi vítima, não somente demonstra ser um insensível - mas, sobretudo, um covarde que utiliza contra os outros as mesmas armas e golpes baixos que um dia o feriram no lado esquerdo do peito.
- É melhor e mais nobre vencer ou conquistar alguém com verdades do que com mentiras.
- O amor vem para aqueles que ainda têm esperança (mesmo que embora tenham sido desapontados), para aqueles que ainda acreditam (mesmo embora tenham sido traídos) e para aqueles cujo amor ainda cicatriza (mesmo que já tenham sido feridos antes). O coração é um eterno inexperiente…
E, para quem gosta de frases feitas…
- “Preocupe-se mais com seu caráter do que com sua reputação, porque seu caráter é o que você realmente é, enquanto sua reputação é meramente aquilo que os outros pensam que você é.“
- “Uma das mais bonitas compensações da vida é que ninguém pode sinceramente tentar ajudar outra pessoa sem ajudar-se a si próprio.“
- “Os anos nos dizem coisas que os dias nunca saberão.“
- “Os imaturos no amor dizem: ‘Eu te amo porque preciso de você.’ Já os maduros dizem: ‘Eu preciso de você porque eu te amo!’“
- “Melhor ter amado e perdido, do que não ter amado.“
- “O amor faz o tempo passar. Já o tempo faz o amor passar…“
- “Não podemos aprender sem dor“, mas…
- “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”
Sáb 15 Set 2007
Juridiquês
Publicado por Rodrigo Faustini sob Reclamações , Provocações , Cotidiano , Opinião , Sociedade , Discussões , Críticas[6] Comentários
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Tradução: “O estupro aconteceu sob violência física ou sob ameaça grave?” © Ilustração: Klebs Junior |
Eminentes e Eméritos” leitores, “perante Vossas Excelências, Doutos Julgadores“, pergunto-lhes: antes que “a sentença transitasse em julgado”, o “excelso pretório” tomou conhecimento de que o “cônjuge supérstite” deixou à sua “cônjuge virago” uma “cártula chéquica” antes de “ir à óbito”, embora vivesse de “espórtula”, tanto que era notória sua “cacosmia”? Traduzindo: antes que “a decisão do juiz não pudesse mais ser contestada”, o “tribunal superior” soube que o “viúvo” deixou à sua “esposa” um “cheque” antes de “morrer”, embora “dependesse de donativos para viver” e “morasse em um ambiente miserável”)? Bem, quem já teve a oportunidade de tentar interpretar um documento jurídico (petições, liminares, apelações, acórdãos, despachos, ofícios, pareceres, sentenças etc.) ou deu muitas risadas ou se sentiu a pessoa mais ignorante do mundo (e que também de nada valeram todas aquelas excelentes notas em gramática na escola…). O “juridiquês” impera na documentação e literatura jurídicas. A pergunta acima, que utilizei como exemplo, poderia muito bem ter sido retirada de algum processo judicial e traz consigo o traço mais nefasto do “juridiquês”: pôr as palavras contra sua função essencial - a comunicação. Por que é assim? Será um grande complô contra o povo leigo, obrigando-o a recorrer a advogados “bilíngües” para conseguir entender e ser entendido em um simples “tribunal de pequenas causas“? Exibicionismo? Dogmatismo lingüístico? Falta de coragem de se quebrar um paradigma secular e ultrapassado? Manter erguida mais uma ponte entre a Justiça e a sociedade? Prefiro passar a palavra para quem realmente entende do assunto:
Ademais, entendo que é sinal de atraso e subdesenvolvimento mental a manutenção desse dialeto sofisticado e pretensioso que se utiliza nos meios jurídicos, já chamado “juridiquês”, uma linguagem afetada, empolada, impenetrável, não raro ridícula, dos que supõem que utilizar expressões incomuns, exóticas, é sinal de cultura ou de sabedoria. O “juridiquês”, infelizmente, só tem mostrado eficiência e grande utilidade na perversa e estúpida missão de afastar o povo do Direito, de desviar a justiça do cidadão.”
(Texto extraído do artigo “Lei de Introdução”, de autoria de Zeno Veloso, Jurista - publicado em “O Liberal”, edição de 18/06/2005).

Estimulada por essa “nova velha onda” desinterrrada pelo atual Papa Bento 16 (sim, 16, pois algarismos romanos também são um retrocesso “algarísmico-temporal”), na qual as missas devem ser rezadas em latim (o que, a meu ver, por analogia, também apenas servirá para afastar ainda mais os fiéis da Igreja Católica), quem sabe um dia a Justiça (que dizem que é cega, mas fala latim muito bem…) também não passará a adotar integralmente esta língua emplumada e nobre - mas morta - como idioma oficial de suas intermináveis pilhas de documentos processuais (tornando-as, em definitivo, verdadeiras Torres de Babel de papel)?

Não me interpretem mal:
O que julgo - e condeno - é a utilização tão exagerada e afrontosa de termos técnicos e de arcaísmos (ou seja, palavras em desuso) de nosso próprio idioma e de uma língua morta há seculos em ambientes e situações onde não somente profissionais do Direito estejam presentes e participando (mesmo que passivamente ou somente como ouvintes) do processo de comunicação, especialmente perante uma nação com altíssimo índice de analfabetos e semi-analfabetos, em que até mesmo as camadas melhor alfabetizadas da população (de estudantes pré-universitários à especialistas pós-doutorados) lêem muito pouco em seu próprio idioma e, por conseqüência, o escrevem vergonhosamente muito mal! Nossa língua portuguesa precisa de um habeas corpus jurídico para democratizar a Justiça para o cidadão leigo - que não precisa passar pelo constrangimento de se sentir um ignorante medieval em pleno século 21 (ou devo escrever “Saeculu XXI“?) diante de tanta prolixidade e preciosismos linguísticos vestidos de gala! Segundo Paulo César de Carvalho, bacharel em Direito e mestre em Lingüística pela USP, em seu artigo publicado na edição nº 3 da revista “Discutindo Língua Portuguesa” (maio de 2006):
Quando se fala em agilizar a Justiça, deve-se pensar também em agilizar a linguagem adotada. Nessa perspectiva, evitar arcaísmos e preciosismos vocabulares é um fator de “economia processual”: um texto claro, objetivo, que vai direto ao centro da questão, é lido também com maior agilidade. […] Mesmo com toda a pompa, uma cadeia não fica melhor se designada por “ergástulo público”.”
- (Trecho pinçado de excelente artigo do blog do Dr. Aldo Corrêa de Lima)

Em resumo: romantismo é muito bonito e bem aplicável às artes e à nostalgia, mas não às salas dos tribunais, onde magistrados, advogados, vítimas e réus discutem a vida como ela é - e querem compreender e serem compreendidos em seu idioma natal (sem dependerem de “tradutores” de gravata). Aliás, vida esta que, de justa, tem muito pouca coisa…
Das palavras, as mais simples: das mais simples, a menor.”
(Winston Churchil - estadista e escritor)

Particularmente, tenho colhido evidências concretas de que criatividade é um misterioso processo que envolve grandes blocos de queijo suíço envelhecido com bons vinhos tintos adormecidos em barris de carvalho, um vagaroso ventilador de teto,
uma luminária de mesa velha e um charuto cubano da mais pura folha de fumo. Misturados e usados de forma apropriada, esses itens (adicionados de um pouco de sorte e talento) podem estimular a produção de textos excelentes (ou qualquer outra forma de arte). Há quem diga que o cérebro está diretamente envolvido com o processo da criação, mas nada foi efetivamente comprovado até hoje… 