Somos unidades biológicas cuja espécie é movida a dúvidas. A cor das paredes do apartamento novo, o destino das próximas férias e os sabores das bolas do sorvete são apenas uma pequena amostra de nossas infinitas dúvidas diárias.

Mas, sem dúvida (e sem trocadilho…), a maior de todas as dúvidas continua sendo: “qual o sentido da vida?” (inclua-se nesta abrangente pergunta as questões relativas a o quê será de nós após a morte, como surgiu o Universo, se existem seres extraterrestres, se eram os deuses astronautas, quem mexeu no nosso queijo, ser ou não ser etc.).

No excelente filme “Quiz Show” (EUA, 1994), que retratava os bastidores de um programa de TV que premiava pessoas por seus conhecimentos, alguém cogitou que esta seria a pergunta de US$ 64.000 dólares (o valor do prêmio máximo, numa época em que US$ 64 mil era muito, muito dinheiro…). O grupo humorístico inglês Monty Python (O “Casseta e Planeta” da Inglaterra) brincou com este tema no quase filosófico filme “O sentido da vida” (“The meaning of life” – Inglaterra, 1983), onde tentaram desvendar os mistérios da vida com sketches que examinavam as eras do homem e outras situações típicas do cotidiano nosso de cada dia. Eles podem não ter conseguido chegar a uma resposta exata, mas nos ajudaram a perceber que nem sempre é preciso buscar sentido naquilo que se vive – literalmente.

A morte - Cena do filme 'O sentido da vida', de Monty Python
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Para aqueles que não se satisfazem em apenas participar dessa grande peça teatral sem ensaios que é a vida sem conhecer a íntegra do script (como eu), viver pode ser bem mais confuso… Dilemas constantes, dúvidas cruéis e crises existenciais são apenas alguns dos efeitos colaterais dessa busca pelas respostas sagradas que explicariam, por exemplo, por quê morremos, de onde viemos, para onde vamos (se é que vamos…) e por qual motivo a Fanta Uva light só vem em latinhas… Oh, well.