Meninos, eu vi! Não, não foi um sonho. Nem uma alucinação. O urso realmente estava lá, enforcado e pendurado nos fios de um poste, com seu corpo balançando ao sabor do vento gelado daquela tarde cinzenta…

Foto: http://rodrigofaustini.net/photo.php?photo=1083&exhibition=1&ee_lang=por

Segundo o genial Millôr Fernandes (o guru do Méier), “o pensamento é linear, o diálogo biangular, a conversa circunferencial e o debate multidimensional…“. Matou a charada: acho que é por isso que ninguém se entende.

Argentino reclama e MPF pede anúncio de cerveja fora do ar

O Ministério Público Federal (MPF) pediu para que a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) tire do ar a propaganda onde uma “latinha falante” ofende um homem com a camiseta da seleção argentina de futebol, chamando-o de “maricón”. Motivada por uma representação aberta por um argentino morador de Belo Horizonte, a instituição qualificou a peça como ofensiva.

De acordo com a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), a propaganda tem “duplo caráter discriminatório”, somando-se um caráter homofóbico, “já que o termo ‘maricón’, significa maricas, homem efeminado, aquele que é homossexual, medroso, covarde”, disse a Procuradoria da República de Minas Gerais, em nota.

A assessoria de imprensa da Ambev disse que a peça publicitária “Hermanos” deixou de ser exibida no dia 14 de junho, sendo substituída por outra que a seguia no plano de comunicação natural da empresa.”

OK, “adoramos” falar mal dos argentinos (por mais desproposital e inconscientemente que seja), mas não deixamos de também adorar beber excelentes Malbecs em Buenos Aires entre um tango e outro, entregar nossas almas (e artérias coronarianas…) em churrascarias que mais parecem uma descrição do Paraíso censurada da Bíblia, esquiar feito pintos no lixo em Bariloche antes de um chocolate quente, curtir aquele friozinho delicioso — dentre outros pecados necessários. Viva la Argentina! Viva los hermanos!

OBS: O único problema com a Argentina é que eles nos impedem de fazer fronteira com o Chile: além dos vinhos chilenos serem mais e melhores, Valparaiso se torna tão longe!… ;->

Primeiro, a historinha (chame aquela sua tia super religiosa e super perfumada para ler com você — ela vai adorar!):

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho cada noite, que, certa vez, o rico chefe de uma grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou: “Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?”. O crente fiel respondeu: “Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele”. “Como assim?”, indagou o chefe, admirado. O servo humilde explicou: “Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?”. “Pela letra”, respondeu. “Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa sobre o autor dela?”. “Pela marca do ourives”. O servo sorriu e acrescentou: “Quando ouves passos de animais, ao redor da tenda, como sabes, depois, se foi um carneiro, um cavalo, um boi?”. “Pelos rastros”, respondeu o chefe, surpreendido. Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso: “Senhor, aqueles sinais lá em cima, não podem ser de homens!”. Neste momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também. Deus, mesmo sendo invisível aos nossos olhos, deixa-nos sinais em todos os lugares: na manhã que nasce calma, no dia que transcorre com o calor do sol, ou com a chuva que molha a relva… Ele deixa sinais quando alguém se lembra de você, quando alguém te considera importante, quando alguém lembra de te enviar uma mensagem e diz a você o que melhor poderia dizer: fique na Paz do Senhor, porque Ela é infinita!”

Agora, minha interpretação (retirem as beatas da sala…):

OK, a história é bonita, tem frase de efeito, mas não apresenta nexo causal concreto… É fácil dizer que Deus está por trás de tudo que é belo, magnífico, inexplicável, e que essas coisas, por si só, “comprovam” sua existência, da forma como fomos levados a acreditar desde crianças. Mas será que nosso Deus é melhor e “mais verdadeiro” do que os deuses dos outros? Por que a religião católica é a única certa, a única que detém a razão, o único caminho a seguir? E se tivéssemos nascido na Índia, no Nepal, no Japão ou em uma aldeia indígina? Os cristãos/católicos é que estariam errados e nós certos?…

Dentro do que se define como religião pode-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são, de fato, muito diferentes entre si. Porém, ainda assim é possível estabelecer uma característica comum a todas elas: o fato de que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades ou deuses. Esta é a base da “fé” (religiosa). E, como costumo repetir, “fé uma crença ilógica na ocorrência do improvável”. Até hoje nenhum ato ou fato histórico provou, de fato, nada sobre o que afirmam todas as religiões. Por mais bela que seja a Lua cercada por milhões de lindas estrelas reluzentes, isso não necessariamente — e nem diretamente — prova a existência de Deus. E nunca nada, pelo menos durante nossa vida aqui neste Universo, irá, de fato, provar. O que não quer dizer que ele não possa existir em nós — mas isso ainda seria fé, e não prova.

Assim, em se tratando de “Deus” (seja quem ou o quê ele for — sendo que ele pode ser algo ainda melhor e maior do que já idealizamos), só há 3 opções:

1 – Ou não se acredita em deus algum (ateísmo);

2 – Ou se acredita em casa frase das escrituras sagradas e em tudo mais que nos ensinaram desde criancinhas (fé cega, fanatismo, fundamentalismo religioso);

3 – Ou se escolhe no quê e no quanto acreditar (com senso crítico e direito de questionar — algo, aliás, não permitido pelas religiões…).

Eu fico com a 3ª opção (para ser mais exato, me enquadro na categoria de “deístaagnóstico teístapanteísmico e/ou animísmico“*). Mas quem se importa?

Buscamos muito a “Deus”, mas procuramos e valorizamos pouco a deidade desse mesmo Deus… Este talvez seja o maior erro de todas as religiões.

Abraços e fiquem com Deus!

World religion

Pequeno glossário-ismo

* Deísmo – Postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas questiona a idéia de revelação divina. É uma doutrina que considera a razão como uma via capaz de nos assegurar da existência de Deus, desconsiderando, para tal fim, a prática de alguma religião denominacional.

* Agnosticismo – Dentro da visão agnóstica, não é possível provar racionalmente a existência de Deus, como também é igualmente impossível provar a sua inexistência. Para um agnóstico, Deus pode até existir, porém suas características são incompreensíveis para a razão humana.

* Panteísmo – A visão panteísta sustenta que o Universo inteiro é o próprio Deus. Assim: “Deus é o Universo, e o Universo é Deus”.

* Animismo – Crença na qual se atribui a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite) um princípio vital e pessoal, isto é, uma Alma. Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuirem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos, e até mesmo inteligência. Resumidamente, os animistas alegam que: “Todas as coisas são Vivas”, “Todas as coisas são Conscientes”, ou “Todas as coisas têm uma Alma”.

O QUINTO DOS INFERNOS

Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “o quinto”. Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O “quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de “o quinto dos infernos”.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido como “Derrama”. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38%, ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos…

Para que? Para sustentar a corrupção, o PAC, o mensalão, o Senado com sua legião de “diretores”, a festa das passagens aéreas, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar no executivo? Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do “quinto dos infernos” para sustentar esta corja política, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!…

Não reeleja!

Primeiro álbum do Hojerizah

Lembram do Hojerizah? Aquela banda “alternativa” dos anos 80, que tinha um vocalista com voz de barítono? Pois é! Eles tocaram no rádio por um tempo, com apenas uns 2 ou 3 sucessos (especialmente “Pros que estão em casa” e “Senhora feliz“). Adorava ouvir e tocar uma meia dúzia de músicas deles e ainda tenho o 1º vinil lançado perdido no meio de uma enorme pilha de outros LPs empoeirados e intocados pelo tempo e (e principalmente por mim). Sim, eu sou da época do vinil, do “bolachão” (ô, nem faz tanto tempo assim!), mas daí ainda ter uma pick-up (toca-discos) em casa seria (bom) demais… Então outro dia resolvi procurar a versão em CD para uma “sessão nostalgia” do tipo “viagem no túnel do tempo”.

Suas letras eram bastante líricas, profundas, poéticas e às vezes complexas (tanto de compreender quanto até mesmo de entender o quê estava sendo dito). O estilo e os arranjos eram diferentes de tudo que se tocava na época, muito bem trabalhados e que também costumavam ser complexos, sem que houvesse uma única música parecida com outra. Em minha opinião, foi uma das melhores bandas nacionais de todos os tempos, mas que, infelizmente, acabou definhando porque o povão que ouve rádio FM não consegue absorver ou compreender (e, consequentemente, aprender a apreciar) arte de qualidade. Não é à toa que, por exemplo, Rush não toca no rádio…

Segundo álbum do Hojerizah

Como infelizmente não achei o CD, farejei seus MP3 na Internet e achei o blog “FLY 2112” (que, por coincidência, é de um fã do Rush…), onde há um post que fala sobre o Hojerizah e explica por quê a banda sumiu do show business (que, no caso deles, era mais show do que business…). No final há um constrangedor – mas insuportavelmente atraente – link para baixar todas as músicas de seus únicos dois álbuns (num total de 70 MB). É uma ótima oportunidade para quem não teve o privilégio de ouví-los naquela época (e melhor ainda para aqueles que já eram fãs matarem a saudade). Mas, se acharem os CDs (caso tenham sido lançados…), por favor me avisem (e procurem comprar também, caso gostem das músicas; afinal, a banda não existe mais, mas seus ex-integrantes sim – e certamente eles ainda ganham com a venda de suas músicas).

Músicas sugeridas:

- Pros que estão em casa
- Senhora feliz
- Sol
- Roma
- Cinzas que queimam
- Pessoas
- Tempo que passa

Pros que estão em casa (ou mesmo fora dela), será degustação musical garantida!

Para os apreciadores de vinho (como eu), anda difícil encarar os quentes taninos aqui nos trópicos, durante esse verão infernal de Dante (Brasil 40º)… Só mesmo sob ar condicionado, para climatizar o corpo e a alma antes da próxima “taça nossa de cada dia”… Santo resveratrol, Batman!

Um abraço e muito HDL pra vocês!

Feliz ano novo...

Tradução:

FELIZ ANO NOVO!!!

- Porcaria. Nada mudou.”

Já pensou no quê você deseja para este seu novo ano que começa? Dentro de alguns anos você estará mais arrependido(a) pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então, solte suas amarras. Afaste-se do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra. Não espere mudanças – provoque-as. Mude, se for preciso.

O blog americano “Dark Roasted Blend – Weird and wonderful things” compilou uma série de fotos bizarras relativas à trânsito e engarrafamentos (The worst intersections and traffic jams).

Aí você acha um absurdo esse conjunto de viadutos japonês…

Viadutos no Japão

…ri da zona que é o trânsito em frente ao Arco do Triunfo em Paris…

Paris

…fica pasmo com a burocracia da engenharia de trânsito chegando a níveis Kafka na Inglaterra…

Inglaterra

…ou com esses outros viadutos em Xangai…

Xangai

…aí aparece São Paulo:

São Paulo

Fonte: www.gardenal.org/trabalhosujo/2008/03/zorra_total.html

Presente de grego à você, cidadão, neste “Dia Internacional e Estadual Contra a Corrupção”:

Operação Naufrágio: presidente do TJ e dois desembargadores entre os presos (compilação editada)

Vitória – ES, 09/12/2008

Foto: Melina Mantovani

Funcionários aguardam do lado de fora para entrar no Tribunal de Justiça no início da manhã
Funcionários aguardam do lado de fora para entrar no Tribunal de Justiça no início da manhã

A Polícia Federal desarticulou hoje em Vitória, no Espírito Santo, o que considera uma quadrilha comandada por magistrados. Ao longo do dia a PF cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão temporária e ocupou o prédio do Tribunal de Justiça do ES desde o início da manhã desta terça-feira (09/dez). As ordens foram emitidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo o Ministério Público, que monitorou a investigação, o inquérito apura o suposto envolvimento de desembargadores, juízes, advogados e servidores públicos em vários crimes contra o poder público. A gama de crimes até agora identificados vai de fraude em concursos do Judiciário (para favorecer familiares e protegidos de magistrados) à corrupção e venda de sentenças (num esquema através do qual eram negociadas decisões judiciais). Em nota enviada pelo STJ a instância diz que “surgiram, ainda, evidências de nepotismo no Tribunal de Justiça capixaba”.

Na operação, batizada de “Naufrágio”, foram presas oito pessoas, entre as quais o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Frederico Guilherme Pimentel, e a diretora do TJ encarregada de distribuir os processos, Débora Pignaton Sarcinelli. Também foram presos outros dois desembargadores, um juiz, dois advogados e um membro do Ministério Público.

Como foi preso pela manhã, o presidente do TJ não pôde comparecer a uma solenidade em que receberia uma medalha da Associação do Ministério Público do Estado do Espírito Santo por serviços prestados contra a corrupção.

Entre os locais visitados pela PF está a residência do desembargador Elpídio José Duque, no bairro de Santa Cecília, em Vitória, onde a quantidade de dinheiro encontrada foi tamanha que os policiais federais precisaram requisitar ao Banco do Brasil uma máquina para a contagem das cédulas.

Uma das prisões foi por flagrante de porte de arma de uso privativo das Forças Armadas. O procurador de Justiça Eliezer Siqueira de Souza foi encontrado pelos federais dentro do Tribunal com a arma. Na casa dele foram localizadas outras 16 armas.

Às 17h30, todos os presos foram enviados para Brasília num avião da Força Aérea Brasileira.”

Se fiquei surpreso com esta notícia? Nem um pouco. Afinal, corrupção em nosso país (especialmente no setor público) é tão comum que esse tipo de escândalo não nos choca mais. Entretanto, nos fere profundamente, pois coloca no banco dos réus aquela que costuma ser a última esperança dos brasileiros: a própria Justiça.

É constrangedor que o ES ainda seja manchete de páginas policiais pelo Brasil (e mundo) afora, tendo como personagens, paradoxalmente, justamente aqueles que estão (ou deveriam permanecer) do outro lado do martelo. Mesmo que as acusações não se provem verdadeiras.

Pior ainda é a certeza de que uma forte tormenta de habeas corpus, liminares, recursos, corporativismos, protecionismos e tapinhas nas costas muito provavelmente fará com que essa operação da PF naufrague por si só, terminando em pizza – ou melhor, em moqueca capixaba. Ou, ainda, até que outro escândalo estadual ou nacional faça sombra sobre este caso, desviando a atenção de nossas curtas memórias e nos deixando a ver outros navios, enquanto esquecemos que, infelizmente, são raposas que tomam conta de nossos galinheiros…

Advogados já podem devolver processos no Superior Tribunal de Justiça sem sair do carro

Brasília – DF, 24/06/2008

Instalado no estacionamento externo, o Protocolo Judicial Avançado do STJ já está funcionando para a devolução de processos. A partir de agora, o advogado não precisa mais procurar vaga, estacionar e se deslocar às coordenadorias das Turmas, Seções e Corte Especial. Com o novo serviço, a devolução será feita em guichê específico, sem a necessidade de sair do veículo.

Segundo o presidente do STJ, ministro Humberto Gomes de Barros, o novo serviço é uma homenagem do STJ aos advogados, classe que justifica a existência do Poder Judiciário e o faz trabalhar. O aspecto positivo é que o advogado não precisará mais de longas caminhadas e da estressante procura por vaga no estacionamento.

A devolução só vale para os advogados particulares e não abrange os processos criminais e os que correm em segredo de justiça, que continuarão sendo devolvidos nos protocolos das coordenadorias.”

Sem dúvida, o “Protocolo Judicial Avançado” (uma espécie de drive-thru da “MacJuridilândia’s” do Planalto Central) é uma evolução bem-vinda (e também deveria ser implementado nas demais esferas forenses país afora).

Entretanto, quem dera seus processos pudessem ser julgados tão rapidamente quanto podem ser entregues. Na “vida como ela é“, esta inovação beneficia, na prática, somente os advogados (fazendo-os ganhar mais tempo em suas agendas), pois cada cidadão autor de uma ação judicial continuará sendo submetido a um “jejum legal” de mais alguns anos ou décadas, enquanto espera, ansiosamente e ainda cheio de esperança, “com água na boca e estômago roncando”, receber seu “MacProcesso Feliz” antes que morra como vítima da violência, de bala perdida ou de velhice (se morrer por “causa desconhecida”, sua certidão de óbito poderia descrever “morte por excesso de espera judiciária” como causa mortis – pelo menos esta seria uma causa conhecida…). E por somente “aceitar pedidos” de advogados particulares, aquele cidadão injustiçado que não pode pagar um advogado e está sendo atendido por um defensor público vai, representado por seu advogado, para a fila de espera dos protocolos das coordenadorias. E finalmente, quando a Sra. Justiça (por ser cega) deixa o processo “passar do ponto” ou “perder o prazo de validade” (ou seja, prescrever), o “faminto” cliente acaba recebendo de suas mãos apenas uma pizza gigante e um nariz de palhaço de brinde…

Mas o que mais me deixou perplexo nesta notícia foi o fato do presidente do STJ, ministro Humberto Gomes de Barros, ter afirmado (conforme sugerem as aspas presumidamente ocultas no texto da notícia) que “o novo serviço é uma homenagem do STJ aos advogados“. Nada contra à facilitação do expediente dos advogados. O curioso é ouvir de tamanha Vosselência que os advogados constituem a “classe que justifica a existência do Poder Judiciário e o faz trabalhar“. Pelo pouco que conheço sobre Direito, entendo que a existência do Poder Judiciário é, em sua essência, justificada pelos conflitos e anseios da sociedade, originados do povo e intermediados através da figura do advogado, que o faz trabalhar. A Justiça não existe por causa dos advogados, assim como os Detrans não existem por causa dos despachantes de veículos – é quase o contrário (digo “quase” porque também há os estagiários, escrivãos, tabeliães, oficiais de Justiça, promotores, juízes, desembargadores, ministro da Justiça etc.)… Logo, não há nexo causal nesta afirmação do ministro Gomes de Barros.

OK, é claro que ele deve ter querido dizer que, sem a vital participação dos advogados ao longo de todo esse processo (justamente por serem os elos centrais da burocrática e longa corrente que une, de uma ponta à outra, acusadores e acusados e, portanto, levam a Justiça ao povo leigo), os ritos e trâmites judiciais não seriam possíveis. Mas, para um “Doutor da Lei”, ele bem que poderia ter medido suas palavras e ter sido menos excludente ou… injusto.

A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa… E, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita… Por isso,

Comente a coisa...

Uma breve história da religião

Tradução:

- Que diabos você está fazendo?

- Estou rezando para esta pedra sagrada! Ela me dá paz, propósito e conexão espiritual. Você deveria fazer isto também!

- Você está brincando?! É apenas uma pedra estúpida!

- Blasfêmio!

- Ele mereceu isso, ó santíssima. Ele era um infiel!

O respeito pelo irracional...

Tradução:

- Eu acredito que a Terra foi criada quando duas tartarugas raivosas travaram uma batalha contra o deus espacial.

- Isso é estúpido!

- É minha religião.

- E eu a respeito.”

Um paradoxo?

Uma assunção generalizada, e que a maior parte das pessoas da nossa sociedade aceitam, é que a fé religiosa é especialmente vulnerável à ofensa e deve ser protegida por uma parede de respeito incrivelmente espessa; um respeito tal, que é até diferente daquele que as pessoas devem umas às outras.”

      Richard Dawkins

O (des)Governo Federal tem até dezembro para criar este novo tributo. A menos que você concorde ser roubado ainda mais, não deixe isso acontecer. Clique no endereço acima para saber mais e votar no abaixo-assinado online. Ah! E não deixe de manisfestar pessoalmente sua opinião e enviar sua solicitação de veto a todos os Senadores. Se desejar, comente abaixo o quê você acha desta gatuna tentativa de criação da 2ª CPMF (só lembrando: a 1ª voltou embutida no IOF…).

Exerça sua cidadania. Faça a diferença. E repasse adiante (basta enviar o link “blog.rodrigofaustini.com/?p=83” para seus contatos, através do qual a imagem acima poderá ser copiada e utilizada em e-mails e websites).

Aos amigos e parentes enófilos de plantão, com quem costumo degustar um bom vinho de vez em quando, peço desculpas por não ter podido atender aos recentes convites para participar deste sagrado ritual nas últimas semanas.

O problema é que não estou podendo nem cheirar álcool (ainda bem que não cheiro loló), pois uma recente endoscopia digestiva de rotina revelou que uma gastrite erosiva hemorrágica entrou em erupção no meu estômago… As fotos do exame mostram uma Pompéia dentro de mim, cercada por magma sanguíneo! Ê saudade do meu santo vinhozinho de cada dia (ainda mais durante esse friozinho dos últimos dias)… Serão 35 dias tomando um coquetel molotov formado por 2 potentes antibióticos e um “inibidor da bomba de prótons” (nome chique daqueles medicamentos que diminuem a produção do “suco gástrico” – mas que mais parece descrição de dispositivo para desarmar bombas atômicas…). Depois, nova endoscopia e mais uns 2 exames nem um pouco “minimamente invasivos”. E então mais 60 dias de omeprazol, totalizando uma breve eternidade de 95 dias sem vinho, meu remédio natural mais apreciado (pois até que toda essa intoxicação medicamentosa termine, nem água com gás…). Ainda tentei negociar com minha médica, mas não teve jeito – ou melhor, até teve um, mas que descartei imediatamente: tomar vinho só via supositório (aí não dá! Ou melhor, não dá! Não dá e muito menos “recebe” ou “toma”!…). Só após esse looongo tratamento, se meu Vesúvio interior estiver adormecido, poderei voltar à luxúria dos chocolates cremosos, dos sorvetes cheios de cobertura, do indecente salaminho italiano, dos cheirosos queijos italianos amarelados e do meu sacrosanto vinho-de-cada-dia (mas, é claro, bem vagarosamente, tipo um dia sim e o outro também… :->)! Portanto, caros confrades e discípulos de Dionísio, assim que meu vulcão particular voltar a dormir, mais do que rapidamente iremos sacrificar algumas garrafas de vinho em homenagem ao deus Baco!

OBS: Millôr Fernandes um dia disse que o segredo da longevidade é ficar longe de médicos (acalmem-se médicos, pois esta afirmação tem duplo sentido… Aliás, não fiquem nervosos: cuidado com seus estômagos! ;->). Mas, como achar pajés e curandeiros que recebem o espírito do ocupado Dr. Fritz está cada vez mais difícil, admito que o coquetel de drogas que minha médica me prescreveu está fazendo um bem que só vendo! Mas ainda é pouco: quando dá, tenho tentado administrar uns 500mg de fotografia, leitura, cinema, ****, descanso e tranquilidade (não necessariamente nesta mesma ordem…) em alguns fins de semana na casa de praia – nesta época está fazendo um frio de montanha por lá! Embora, paradoxalmente, às vezes leve o receptor da SKY, especialmente pra não perder os episódios da ótima série médica “House“… É, talvez meu primo Paulo Faustini (que também é médico) tenha razão: eu não sou hipocondríaco – sou hipercondríaco! Mas a culpa é dos médicos! ;->

Verdades corporativas

Tradução:

- Por que parece que a maioria das decisões, na empresa onde trabalho, são tomadas por lêmures bêbados?

- Decisões são tomadas por pessoas que têm tempo, não por pessoas que tem talento.

- Por que as pessoas talentosas estão tão ocupadas?

- Elas estão corrigindo os problemas causados por pessoas que têm tempo.”

…que não há um padrão de comportamento humano universal. Seja sempre você (ou seja, aja naturalmente, sem usar máscaras) e não acredite cegamente nas pessoas – elas próprias se enganam e se traem. Ame, se entregue e se dedique de corpo e alma (ou não será amor) – mas esteja sempre preparado para uma grande decepção (pois ela pode acontecer a qualquer momento, quando menos se espera).

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível, e que esse momento será inesquecível.”

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão… Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim… e que valeu a pena!”

    Rodrigo Faustini (através das palavras de Mário Quintana)

Procura-se...

Tradução:

PROCURA-SE: Alguém para voltar no tempo comigo. Isto não é uma piada. Caixa Postal 322, Oakview, California, 93022. Você será pago após regressarmos. Deve trazer suas próprias armas. Segurança não garantida. Eu só fiz isso uma vez antes.”

Muitas pessoas estão mantendo “blogs” e fazendo websites pessoais hoje em dia. Outras muitas pessoas às vezes me perguntam se isso não é uma perda de tempo.

Os motivos que levam cada pessoa a decidir elaborar seu próprio site na Internet são diversificados e muito pessoais. No entanto, analisando este fenômeno de forma filosófica, vejo que ter um website pessoal é, embora pouco se perceba, uma forma de arte. As antigas pinturas nas cavernas eram expressões da cultura de povos pré-históricos que documentavam a história de sua gente e de sua época. Cada uma delas ilustra momentos de nossa existência através dos tempos. Algumas delas mostram dor (como na perda de um dedo) e felicidade (como no nascimento de uma nova criança). Páginas pessoais são como pinturas nas cavernas, pois são expressões de cultura e sentimentos das pessoas que as possuem. Da mesma forma, elas documentam a história dessas pessoas e um determinado período de suas vidas ou de sua época, pois cada uma delas também conta uma história diferente. Como exemplo, muitas páginas pessoais que são encontradas nos grupos de discussão femininos mostram a dor pela perda de um marido ou a alegria pelo nascimento do primeiro filho. Já outras exibem fotos de uma viagem pessoal realizada durante as férias. Há ainda as que servem aos propósitos de utilizade pública ou como repositórios culturais (tais como os sites de poesia).

Diferentemente das pinturas pré-históricas, as milhões de páginas pessoais e blogs que estão no ar (assim como todo o conteúdo da Internet, de forma geral) ajudam as pessoas do mundo de hoje a entenderem e refletirem como é viver nos tempos atuais.

E por quais motivos pessoais eu criei este blog e um website pessoal?

Para divulgar meu trabalho e me divertir, ensaiando um pouco de arte digital… Além disso, hoje em dia cada vez mais precisamos de um cartão de apresentação cibernético, um currículo digital. Armar nossa tenda na grande rede, entende?

No entanto, para melhor entender porque cada vez mais pessoas estão construindo blogs e websites pessoais e se comunicando umas com as outras pela Internet, é preciso observar os seguintes bons argumentos:

  • Liberdade de expressão
  • É o que dá à Internet o potencial de incrível poder.

  • Desmascaramento dos esteriótipos
  • Já percebeu que, seja por orgulho, timidez ou medo, costumamos não falar com algumas pessoas por causa de sua idade, sexo, peso, roupas, o carro que ela possui ou o emprego que ela tem? A Internet nos serve como uma espécie de escudo contra os preconceitos óbvios que encontramos na nossa vida cotidiana. Através dos meios virtuais, você pode lidar com uma pessoa sem a interferência desses preconceitos.

  • Proteção de retaliação direta
  • A Internet nos fornece um ambiente onde podemos expressar aquilo que pensamos sem sofrermos retaliação direta. Você pode receber flame por e-mail, mas eles ainda poderão ser simplesmente apagados. Por exemplo, pense o quão seguro de si nós nos sentimos quando usamos óculos escuros. Eles formam uma máscara para os olhos, uma espécie de escudo que faz com que nos sintamos protegidos do olhar direto e inquisitivo dos outros enquanto ainda permite que você os observe. A Internet nos dá a mesma sensação – ou o mesmo tipo de proteção – que faz com que você diga e olhe o que quer sem correr o risco de uma retaliação direta e imediata.

  • As vozes de todos têm o mesmo volume
  • Aqui na Internet, a voz de uma pessoa pode ser tão proeminente e notável quanto a de qualquer outro indivíduo ou entidade.

  • Expressão dos taboos
  • Oh, sim! Quantas vezes nossas mães, professores ou padres nos falaram “não toque, não olhe, não diga”? Na Internet temos a liberdade e possibilidade de explorar os taboos e de desmistificar muitos deles apenas através da possibilidade que temos de conhecê-los melhor (seja por meio da leitura, da pesquisa, da observação, da conversa com outras pessoas – sempre, naturalmente, observando-se os cuidados necessários).

  • Sensação de não ser o único
  • Encontrar outras pessoas que partilhem os mesmos pensamentos, sentimentos e experiências pode ser um evento encorajador, animador, estimulante e excitante para o espírito (embora, particularmente, eu prefira um bom vinho em frente à lareira ou um chope na beira da praia…).

    Qual sua verdadeira face?O comportamento das pessoas, hoje em dia (ou cada vez mais, para os pessimistas de plantão), tem sido muito artificial. Aprendemos (e conseguimos!) a mentir, iludir, enganar e trair com muita naturalidade – até a nós mesmos… Não quero parecer puritanista ao dizer isso, já que estas ações são inerentes ao fato de ser humano (afinal, quem de nós um dia não realizou ao menos uma delas contra alguém ou contra si próprio? Se você nunca fez nada disso, então atire a primeira pedra em minha caixa de comentários!). O grande problema é que as pessoas têm tornado todas essas ações atos típicos do cotidiano, tranformando as exceções em regras (e, muitas vezes, cometendo todas ao mesmo tempo…). Temos nos tornado atores de nós próprios e transformado nossas vidas em um grande palco de encenação constante, sobre o qual usamos máscaras para (dis)simular nossas verdadeiras intenções. Vivemos criticando várias pessoas por agirem assim (como nossos políticos, por exemplo), mas agimos camufladamente da mesma forma.

    Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?Em qual cenário geralmente mais agimos assim? Em minha opinião, o mercado de trabalho tem sido o ambiente ideal para a prática da arte de dotar as pessoas desse talento para a encenação maliciosa. As relações comerciais (pressionadas pela concorrência voraz, pelo atingimento de metas sem escrúpulos e pela crescente e insaciável busca pelo cálice sagrado dos lucros cada vez maiores e a qualquer custo) nos obrigam cada vez mais a blefar, omitir, mentir e, algumas vezes, até mesmo trapacear e corromper (ou nos deixarmos corromper) para atingirmos um objetivo (que na maioria das vezes nem mesmo é legitimamente nosso). As relações no mercado de trabalho têm se tornado demasiadamente predatórias, interesseiras e impessoais (OK, os almoços de negócio tentam devolver alguma “humanidade” às relações – além de aumentarem nossa efetiva jornada de trabalho em mais 1 ou 2 horas e, algumas vezes, nos presentearem com dolorosas gastrites… – mas quase sempre não combinam com a comida). Muito se tem perdido do ser humano nesse processo. Hoje em dia as corporações querem profissionais que sejam Super Homens (ou Mulheres Maravilhas), ou seja, infalíveis, multi-habilidosos, multi-certificados, poliglotas, incansáveis, pós-graduados e doutorados ao máximo do limite acadêmico e super estudiosos, aplicados e dedicados – tudo isso ao mesmo tempo. Ou seja, na prática (embora o discurso do RH seja bem demagogicamente diferente…), as empresas (especialmente as maiores), desejam que seus “colaboradores” (um novo termo termo hipócrita criado pelos gurus da nova era corporativa para fazer o empregado se sentir mais humano, valorizado e respeitado do que ele realmente é) mantenham-se prioritariamente dedicados aos negócios e, quando e se necessário (ou seja, quase sempre), que até mesmo renunciem às suas próprias vidas pessoais (incluindo suas famílias) em favor dos interesses da organização: é aquilo que sutilmente chamam de “vestir a camisa da empresa”. Por conta disso (ou mesmo devido à necessidade legítima), as pessoas, atualmente e cada vez mais, têm vivido para trabalhar – ao invés de trabalhar para viver.

    Macacos da mídiaMas o quê tem nos levado a agirmos assim? Um dos elementos responsáveis pela “coisificação” do ser humano (além do individualismo provocado pela violência e do consumismo de nosso neocapitalismo globalizado, através do qual as fronteiras do mundo maravilhosamente se abrem, enquanto nos fechamos e nos isolamos dentro de nós mesmos e de nossos novos medos sazonais…) é a mídia de massa – em especial, a TV e a imprensa especialista em futilidades “in“. Através dela alimentamos nossos desejos mais perversos de consumo, estilo de vida e identificação pessoal. A silhueta de nossas personalidades são (re)moldadas pela mídia, à medida que nos deixamos influenciar e “lobotomizar” pela lavagem cerebral proporcionada por suas propostas duvidosas, ideologias hipócritas, sonhos ilusórios e histórias nem sempre bem contadas. Da mídia social às redes de comunicação interpessoais, todas as novas mídias e tecnologias possuem um crescente e importante papel na forma como entendemos e lidamos com nossas complexas vidas atuais. Notícias, jogos de computador, música e outras formas de arte, teorias da comunicação, filosofia, sociologia e outras áreas também contribuem significativamente para nosso entendimento do papel das relações e da tecnologia para nosso aprendizado e formação de opinião, personalidade e caráter (ou suas alterações). Mas a mídia em si não é a grande culpada. Culpado é o homem que alimenta a mídia com detritos e o que se deixa alimentar por ela sem senso crítico (que aprendeu, desde a escola, a não ter ou desenvolvê-lo de forma positiva…). Nossos já “lobotomizados” professores estavam ocupados demais em vomitar toda aquela sopa de letras e muitos conhecimentos inúteis sobre nossas cabeças e, nós, apenas muito preocupados em simplesmente decorar tudo aquilo para tirarmos notas suficientes para passarmos de ano, enquanto só pensávamos nas diversões das férias de verão (quando, muitas vezes, aprendíamos mais sobre a vida do que nas escolas…).

    Crédito da foto: Georgios M.W.Há outras variáveis? Centenas delas! Mas este post não pretende se tornar um tratado… O fato é que estamos vivendo uma época em que nossas justificativas e declarações a respeito daquilo que fizemos, fazemos ou pretendemos fazer (ou não) estão se tornando cada vez mais repetitivas, lugar comum, hipócritas e demagógicas. Nunca desconfiamos tanto de nós mesmos. Nunca duvidamos tanto de nossas palavras, gestos, atitudes, idéais e – sobretudo – intenções. Somos vigias amedrontados de nós mesmos. Na melhor das hipóteses, acreditamos nas pessoas – mas “com um pé atrás”… Até nos sentimos incomodados de pedir um favor a alguém (e, quando o recebemos, nos achamos na obrigação aflita da retribuição imediata). Damos mais importância ao nosso status social do que ao nosso estado de ser e de estar. Falamos e gesticulamos de forma tão massificadoramente idêntica que parecemos “bio-robôs” saídos de uma mesma linha de produção. Estamos perdendo nossa originalidade, nossa identidade pessoal, nosso encanto individual. Quando, idealmente, cada pessoa deveria ser aquela que é o que é e, assim sendo, ser aquilo que ninguém mais é – sem “máscaras”, sem precisar ter que fingir ser o que não é para viver. E você? Quantas “máscaras” você guarda em seu armário?

    E não, não sou um pessimista ou um antropólogo ou sociólogo de mal humor. Sou apenas um daqueles observadores daquilo que os olhos não vêem (enquanto tento, sem precisar usar “máscaras”, ser aquele que ninguém mais é).

    Nômades, enfim!Parece que a tecnologia de comunicação móvel é o tema da vez. A revista inglesa “The Economist” publicou um artigo/entrevista chamado “Nomads at last” (“Nômades enfim“) que explora como a tecnologia (bem, a comunicação sem fio) está mudando a forma como as pessoas vivem e trabalham. Uma citação bem apropriada do sociólogo Manuel Castells resume tudo muito bem: “Conectividade permanente – e não movimento – é a coisa crítica“.

    Eu passo mais tempo na maioria dos dias interagindo com pessoas em outras cidades, estados e até países do que com meus vizinhos. E suspeito que a habilidade para que as pessoas interajam fora de seus limites geográficos irá substituir muito do que significa “estar aqui”. Já me aproximei de pessoas que aparentemente estavam disponíveis, para somente então descobrir que elas estavam ocupadas em conversas com alguém através de seus celulares (via tecnologia sem fio “Bluetooth”). “Aqui” significa cada vez menos. “Conectado” significa cada vez mais.

    Eu sou da paz...

    Solte fogos em locais adequados!

    SPAM em todo lugar!Já perceberam que quanto mais tecnologicamente evoluídos e eletrônicamente aparelhados nos tornamos e mais acesso à informação temos, menos tempo disponível também temos? Quanto tempo você perde por dia lendo e-mails com conteúdo não solicitado (progagandas, correntes, phishing scams maliciosos etc.), folheando catálogos de compras online, assistindo/ouvindo aos comerciais de rádio e TV (encenados pela demagogia, hipocrisia e mentiras escancaradas que o CONAR – Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária – parece não querer ver), recebendo ligações de telemarketing (de empresas que descobrem seu nº de telefone de formas tão misteriosas que desafiaria até mesmo o famoso detetive Sherlock Holmes), tendo seus ouvidos estuprados por aqueles pequeninos (mas não menos insuportáveis) carros de propaganda sonora nas ruas, tendo sua atenção desviada por centenas de outdoors trânsito afora, e até abrindo cartas com propagandas (sim, elas ainda existem – a editora Abril já me enviou centenas delas nos últimos anos e, curiosamente, ainda não percebeu que eu não quero mais assinar a revista Veja!)? Isso sem falar naquela legião de panfleteiros nos cercando nas calçadas ou enfiando folders de propaganda pelas frestas dos vidros de nossos carros. Pois o famigerado “SPAM” (ou propagandas comerciais não solicitadas, por mim aqui generalizado em todas as suas formas e nuances, sejam eletrônicas ou não), esta praga cotidiana nascida no século 20, parece nunca parar de se multiplicar (feito um câncer social) e está se alastrando cada vez mais – até em nossos celulares!

    SPAM no celularHá muito tempo atrás (em 05/04/2006, para ser mais exato) solicitei à prestadora de serviços de telefonia celular VIVO que interrompesse o envio de mensagens publicitárias para meu celular (tanto via torpedos quanto através de ligações telefônicas originadas de telemarketing). Meu pedido foi atendido, visto que não mais as recebi (embora tenha tido que reiterá-lo 4 vezes diretamente à VIVO e 3 vezes por intermédio de reclamações junto à Anatel (originalmente através da reclamação nº 312994.2006), sendo que na última vez tive que chegar ao ponto de ameaçar a VIVO a registrar uma reclamação no Procon e impetrar uma ação na Justiça – e talvez apenas justamente por isso aquela tenha sido a última vez…).

    Entretanto, quando envio torpedos de meu celular, todas as mensagens de confirmação de entrega sempre vêm acompanhadas de uma mensagem comercial no final (geralmente se referindo à divulgação de uma promoção, serviço ou produto da própria VIVO). Além desta prática ser uma forma da VIVO burlar a legislação e as regras do “Regulamento do Serviço Móvel Pessoal” da Anatel (no que diz respeito ao envio de mensagens publicitárias contra a vontade explícita de seus clientes), só contribui para que o tráfego de dados na rede celular móvel brasileira se torne ainda mais sobrecarregado (pois pelo menos 50% ou mais do conteúdo dos textos de confirmação de entrega de torpedos é composto por esse conteúdo publicitário – ou seja, supérfluo e geralmente desagradável para o cliente). Consequentemente, esses “inofensivos” bytes a mais contribuem para o aumento dos custos de gerenciamento, programação, manutenção, expanção e escalabilidade da rede e de todo o parque de equipamentos do universo da telefonia móvel, provocando um ciclo de constantes reinvestimentos – que quase sempre tornarão mais caros os preços das tarifas e serviços agregados para o cliente consumidor. Talvez seja por isso, também, que com bastante frequência os torpedos da VIVO sejam entregues com horas (ou mesmo dias) de atraso e até fora da ordem cronológica em que foram enviados – e afirmo isto não somente por experiência própria, mas pelas diversas mesmas reclamações que já ouvi de outros usuários da VIVO (e notem que eu somente envio e recebo torpedos com mensagens SMS, que utilizam somente texto puro, compostas por apenas poucos bytes de dados, ou seja, que utilizam muito pouco da banda de dados do sistema…).

    Mate o SPAM antes que ele mate a InternetJá se você utiliza um notebook, um PDA sem fio ou um celular com acesso à Internet através de redes sem fio urbanas (especialmente através da tecnologia de acesso celular 3G), receber SPAM (seja através de seus e-mails ou a partir da própria operadora do celular) leva a um significativo aumento no custo de cada conexão (já que Internet móvel ainda é um “artigo” de luxo e custa muito caro). Se isso não parar, e-mails via celular não irão se tornar populares.

    Além do mais, mais cliques em nossos celulares significa diminuição no tempo de duração de suas baterias e, consequentemente, de suas vidas úteis, necessitando serem substituídas por novas (o que é péssimo para o meio-ambiente, já que a maioria das cidades brasileiras não oferece ampla estrutura de coleta seletiva de lixo) ou fazendo com que a gente caia na tentação de adquirir um celular novo (já que o preço de muitas baterias novas – quando se consegue achá-las – é muito próximo do valor daquele celular novo que vive piscando pra você quando você passa pela vitrine… – o que também remete ao problema ambiental referente ao descarte antecipado de baterias de celulares substituídos). Isto me faz concluir o seguinte: será que os SPAMs das prestadoras de serviço celular têm como objetivo oculto aquecer o mercado de venda de novos celulares ou a migração de usuários de planos pré-pagos para planos pós-pagos (que incluem celulares de graça)? Admito que daria um bela teoria da conspiração!

    SPAM via InternetMenos SPAM significa menos poluição visual e sonora e menos tempo de nossa vida útil perdido lendo-se ou assistindo-se conteúdo inútil e não solicitado. Não sou contra a publicidade e propaganda (elas são, sem dúvida, parte da “alma do negócio” e necessárias à divulgação de produtos ou serviços oferecidos à sociedade). Eu apenas sou contra ao abuso e excesso relacionados à sua forma de divulgação (seja conteúdo ou exposição) e a favor da adoção e cumprimento de políticas públicas sensatas (incluindo legislação governamental e resoluções de órgãos reguladores) que as tornem mais éticas, sutis, menos agressivas e intrusivas e também, de certo modo, mais “selecionáveis” (ou seja, ao consumidor deveriam ser oferecidos meios de escolher o quê, quando e através de quais canais de comunicação ele deseja recebê-las, quando possível).

    Sugeri à Anatel (a agência reguladora de serviços de telecomunicações brasileira) que investigue a sutil forma de SPAM praticada pela VIVO (e talvez também por outras prestadoras de serviço de telefonia móvel) e que ela estenda, através de suas resoluções, as regras anti-SPAM para todos os casos em que essas operadoras tenham a oportunidade de se comunicar com seus usuários (conforme ilustrei na situação pessoal e verídica que citei acima).

    Também se sente incomodado com SPAM em seu celular? Então faça o mesmo, exerça sua cidadania e exija que seus direitos como consumidor sejam respeitados! Você pode facilmente registrar uma reclamação junto à Anatel através de seu website (www.anatel.gov.br) ou via 0800-33-2001 (de segunda à sexta-feira, nos dias úteis, das 08:00h às 20:00h). Embora ainda precise melhorar muito a forma como intermedia as reclamações da sociedade junto às empresas reclamadas e melhor capacitar os atendentes de seu call center, a inserção da Anatel no circuito das reclamações dos consumidores junto às suas prestadoras de serviço de telecomunicações têm sido bastante útil no sentido de forçá-las a corrigir falhas, atender e dar solução às reclamações procedentes de seus usuários e a cumprir a legislação em vigor (como, por exemplo e em especial, o “CDC” – Código do Consumidor). Ou…:

    SPAM!

    Parabéns para todos nós! Hoje é o “Dia internacional dos perturbados”! Se esta data oficialmente existe não sei, mas a idéia é ótima…

    Eu não me importo se você lambe janelas, joga pedra em avião ou bate prego com a testa… Mas lembre-se que cada 60 segundos que você gasta irritado, nervoso, perturbado ou estressado, poderia ter sido um minuto de paz, alegria ou felicidade que nunca mais volta.

    Então a mensagem de hoje é: a vida é curta. Quebre as regras, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente – e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo…

    As setas desta placa não deveriam estar apontando para a mesma direção?…

    Liberdade X Paraíso

    Em 1996, a cronista americana Mary Schmich escreveu um texto chamado “Advice, like youth, probably just wasted on the young“, título que poderia ser traduzido por “Conselhos, tal como a juventude, provavelmente desperdiçados pelos jovens“. Posteriormente, ele foi publicado no jornal Chicago Tribune e, daí em diante, ganhou o mundo. Já outros atribuem a autoria da obra à Tim Cox e Nigel Swatson…

    O fato é que, depois de muito rodar pela Internet, já em 2003, este texto foi convertido em uma versão musicada, com imagens e declamada por Pedro Bial, que foi “ao ar” no Fantástico, tornando-se um verdadeiro sucesso. No entanto, poucos sabem que existe uma versão anterior muito similar (e anterior à do Fantástico), produzida em 1999 pela agência de publicidade DM9DDB. De toda forma, ambas são belas e inspiradoras.

    Clique na foto acima para ouvir a versão narrada pelo Bial (se não reproduzir, efetue o download do “Flash Player” para ouvi-la). Ou então somente leia:

    Senhoras e senhores da turma de 2003: filtro solar!
    Nunca deixem de usar filtro solar.
    Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: use filtro solar!

    Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência.
    Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.
    Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês:

    Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
    Ou, então, esquece… Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
    Mas, pode crer, daqui a 20 anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia quantas, tantas alternativas escancaravam à sua frente – e como você realmente tava com tudo em cima.
    Você não tá gordo! Ou gorda…

    Não se preocupe com o futuro.
    Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.
    As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça feira modorrenta.

    Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.

    Cante.

    Não seja leviano com o coração dos outros.
    Não ature gente de coração leviano.

    Use fio dental.
    Não perca tempo com inveja.
    Às vezes se está por cima, às vezes por baixo.
    A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.

    Não esqueça os elogios que receber – esqueça as ofenças.
    Se conseguir isso, me ensine!
    Guarde as antigas cartas de amor.
    Jogue fora os extratos bancários velhos.

    Estique-se.

    Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
    As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos 22, o que queriam fazer da vida.
    Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem…

    Tome bastante cálcio.
    Seja cuidadoso com os joelhos – você vai sentir falta deles.

    Talvez você case, talvez não.
    Talvez tenha filhos, talvez não.
    Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.

    Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.
    As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo.
    É assim pra todo mundo.

    Desfrute do seu corpo.
    Use-o de toda a maneira que puder, mesmo.
    Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
    É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.

    Dance.
    Mesmo que não tenha aonde, além do seu próprio quarto.

    Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
    Não leia revistas de beleza! Elas só vão fazer você se achar feio…

    Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora de vez.
    Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
    Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
    Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.

    More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
    More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.

    Viaje.

    Aceite certas verdades inescapáveis:
    Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também vai envelhecer.
    E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças respeitavam os mais velhos.

    Respeite os mais velhos.

    E não espere que ninguém segure a sua barra.
    Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada.
    Talvez case com um bom partido.
    Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar…
    Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.

    Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
    Conselho é uma forma de nostalgia.
    Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.

    Mas, no filtro solar, acredite.

    Em defesa de websites limpos!

    TV controlada por palmas e gestosPerder o controle remoto de sua TV debaixo das poltronas do seu sofá logo poderá se tornar uma coisa do passado.

    A JVC divulgou no início de outubro deste ano, durante uma feira de tecnologia no Japão (CEATEC), um protótipo de TV totalmente controlada por palmas e gestos. Bata 2 palmas e um menu com controles de volume e canais aparece. Bata uma nova palma para efetuar uma seleção, ou mova seus braços no ar em movimentos pré-definidos para manipular os controles (como, por exemplo, bater uma palma mais longa e apontar o dedão pra cima para ligar a TV).

    Não estou bem certo se ficar batendo palmas misteriosamente tarde da noite, girando nossos braços no ar feito praticantes de Tai Shi Suan, será mais fácil do que simplesmente clicar botões em um controle remoto (embora este novo método proporcione a economia de alguns centavos por mês em pilhas). Mas se todas as TVs forem assim, você nunca mais terá que se preocupar em perder o controle remoto – mas passará a se preocupar muito mais em perder seus braços…

    Quando se focaliza a oposição nas manifestações mais recentes do capitalismo (por exemplo, a reestruturação, o mercado global, as organizações de livre comércio, o poder controlado pelas corporações multinacionais), isso significa que um ataque ao verdadeiro coração do sistema capitalista está sendo esquecido ou ignorado. O capitalismo não é um lugar (“centros financeiros”) ou uma coisa (“corporações multinacionais”), ele é uma relação social baseada no trabalho assalariado e na troca de mercadoria, de onde o lucro é derivado do roubo do trabalho não pago efetuado pelo capital.”

    Trecho retirado do livro “Urgência das ruas – Black Block, Reclaim The Streets e os dias da Ação Global”, organizado por Ned Ludd, publicado pela Conrad. Pinçado do excelente blog de Rafael Reinehr.

    Outro dia estava navegando pra lá e pra cá em alguns websites de fotografia, quando achei “What the Duck“, uma tirinha humorística do cartunista Aaron Johnson, cujo tema gira em torno da fotografia e suas peculiaridades.

    Muito legal que mesmo uma atividade relativamente marginalizada como a fotografia tenha merecido ganhar um cartoon exclusivo (já tão popular e que se tornou algo cult entre fotógrafos e simpatizantes). Parabéns pela iniciativa Aaron!

    What the duck

    Tradução:

    - Eu me selei dentro desta bolha plástica para prevenir qualquer poeira a mais de sujar minha câmera ou entrar dentro dela.

    - Grande idéia.

    - Talvez não. Eu tenho que urinar.

    - Espero que você saiba nadar.”

    Batman em Brasília

    Se todo mundo nega ter votado em Lula, como ele pôde ter sido eleito duas vezes?

    Propagandas de cremes dentais

    Sou ou não sou? Eis a questão. “You talking to me?”, como dizia Robert De Niro no clássico filme “Taxi Driver”.

    Calma, não é nada disso – eu explico: algumas pessoas (aparentemente estranhas, quero dizer, supostamente desconhecidas) às vezes me perguntam via e-mail, Orkut, MSN etc. se eu sou ou não sou uma determinada pessoa que elas conheceram (geralmente num passado não tão distante – afinal, só tenho 34 anos… :) ).

    Bem, realmente… não sei. Depende. Como já dizia Albert Einstein em sua famosa “Teoria da Relatividade”, tudo é relativo. Infelizmente (ou sei lá, talvez felizmente para elas…), na maioria das vezes acho que não sou quem elas pensam que eu seja… Mas sou orgulhosamente um Faustini legítimo (Eco! Mama mia! Cazzo!), o que já dá pelo menos metade das pistas…

    Quem sabe em minha infância, em algum lugar do passado? Segundo a ciência, por volta dos 30 e poucos anos e por algum motivo não aparente, não conseguimos nos lembrar de muitos fatos ou pessoas que fizeram parte de nosso passado na infância e/ou adolescência. Mistérios da neurologia. Mas quem sabe? Perguntem sempre, será um prazer fazer essas escavações arqueológicas cerebrais, em busca da pessoa perdida no tempo e no espaço (embora o tempo sempre insista em prevalecer, por mais que alguns filósofos e metafísicos de plantão digam que ele não existe…). Se você também for acometido por esta dúvida cruel e quiser me dizer onde e como foi (mas por favor, via e-mail, para evitarmos eventuais constrangimentos públicos… ;->), talvez meus neurônios consigam estabelecer as devidas conexões químicas nessa “caixa de Pandora” que é nosso cérebro e permitam que eu viaje no túnel do tempo e me reencontre com você… Ou não…

    Clique na imagem abaixo para assistir versão e vídeoclipe originais no website do YouTube. Há uma outra versão semi-acústica (também ao vivo), incluindo cenas de bastidores. Ainda não satisfeito? Então veja a apresentação exibida no “AI Xmass Special”, da Fox (aliás, como ela estava linda e sensual naquele dia!).

    Não sou crítico musical e não costumo discutir música (especialmente devido à divergência de gostos), mas com esta aí irei inaugurar uma exceção. Eu poderia falar sobre centenas de músicas cuja mensagem ou mesmo apenas seus acordes me marcaram ou tocaram (sem trocadilho) de alguma forma, passando por várias épocas e estilos musicais (do jazz do início do século 20 ao último hit das paradas musicais)… Mas hoje, em especial e por algum motivo não tão bem definido, sugiro que ouçam (ou melhor, “sintam”) a canção “Breakaway”, um dos maiores sucessos atuais, cantado pela bonita e simpática loirinha Kelly Clarkson e escrito por Matthew Gerrard, B. Benante e Avril Lavigne (é, ela mesma…). Kelly é americana (nascida no Texas) e foi a vencedora da 1ª temporada do concurso “American Idol” em 2002 (equivalente ao programa de TV brasileiro “Ídolos”).

    Esta música fala basicamente sobre se submeter à uma grande mudança na vida, assumir riscos, agarrar oportunidades e mudar (em vários sentidos), além de também falar sobre a sensação e o sentimento de ser ou fazer parte de algo ou de algum lugar (e às vezes não), opressão, infelicidade, determinação e liberdade. É significativa e marcante de várias formas (muitas delas contraditórias), porque pode transmitir a quem a ouve com o coração muitas e diferentes emoções e, indiretamente, tocar na mais antiga das questões: o sentido da vida (ou, ainda, qual sentido ou direção devemos dar às nossas próprias vidas).

    A história por trás da letra de “Breakaway” narra o desabafo de uma garota que, mesmo a contragosto, não se sentia pertencer ao local onde nasceu e ao momento em que vivia determinada fase de sua vida, especialmente porque ninguém a ouvia quando ela tentava dizer algo. Na sequência, conta sobre sua determinação e coragem de, finalmente, “break away” (ou seja, “virar a mesa”, largar aquela vida opressiva para trás, transformar seus sonhos em realidade e mudá-la totalmente), sem se esquecer ou se desprender emocionalmente do lugar de onde saiu e das pessoas que ama.

    Tecnicamente falando, algumas frases da música facilitam com que nossos sentimentos sejam despertados porque sua estrutura de linguagem faz uso de aliterações simétricas, imaginário, metáforas, repetições, rimas e ritmo (porém de forma bastante natural, sem todo aquele exagero típico das músicas pop fúteis, sem teor e emoção, que parecem ser escritas no trânsito caótico das metrópoles, por compositores profissionais que vivem reinventando as mesmas “músicas enlatadas”, ou seja, nos moldes das repetitivas “receitas de bolo” do show business, tanto para satisfazer produtores ainda mais sem imaginação quanto gravadoras famintas por número$).

    Esta música tem um grande significado diferente para muitas pessoas diferentes. A maioria de nós pode se identificar com sua mensagem de alguma forma, de um jeito ou de outro. Ela provoca muitas emoções distintas (tristeza, determinação, coragem, felicidade). A melhor parte (daí seu maior mérito) é que cada pessoa pode tirar sua própria moral, inspiração ou interpretação desta música, já que ela possui tantos significados e se relaciona com o cotidiano, com “a vida como ela é”. No meu caso, me transmitiu determinação e despertou em mim reflexões e algumas emoções (especialmente tristeza e esperança). Esta música também se relaciona com todo mundo porque cada ser humano chega a um determinado ponto de sua vida no qual percebe que deve começar alguma coisa nova, conquistar sua liberdade e “break away” de alguma forma. Há muito poder, energia e intensidade em sua letra. Ela, no mínimo, transmite estímulo, força de vontade, coragem e esperança, expressando pelo menos um ou mais sentimentos pelos quais cada um de nós teve, tem ou terá de passar durante a vida.

    Por tudo isso, esta música simples tem afetado diversas pessoas de formas diferentes, para muitas das quais ela tem servido como trilha sonora de suas próprias vidas. Ela possui significado (algo que tem se tornado cada vez mais raro nas letras de música…) e, mesmo eventualmente despertando sentimentos negativos, acaba nos estimulando a dar um novo rumo às nossas vidas (especialmente para aqueles que se sentem fracos, inseguros ou indecisos). Além de ser musicalmente muito gostosa de se ouvir (especialmente na deliciosa voz da Kelly :) ).

    “Grew up in a small town
    And when the rain would fall down
    I’d just stare out my window
    Dreamin’ of what could be
    And if I’d end up happy
    I would pray

    Trying hard to reach out
    But when I tried to speak out
    Felt like no one could hear me
    Wanted to belong here
    But something felt so wrong here
    So I prayed I could breakaway

    I’ll spread my wings
    And I’ll learn how to fly
    I’ll do what it takes till I touch the sky
    And I’ll make a wish
    Take a chance
    Make a change
    And breakaway

    Out of the darkness and into the sun
    But I won’t forget all the ones that I love
    I’ll take a risk
    Take a chance
    Make a change
    And breakaway

    Wanna feel the warm breeze
    Sleep under a palm tree
    Feel the rush of the ocean
    Get on board a fast train
    Travel on a jetplane, far away
    And breakaway

    I’ll spread my wings
    And I’ll learn how to fly
    I’ll do what it takes till I touch the sky
    And I’ll make a wish
    Take a chance
    Make a change
    And breakaway
    Out of the darkness and into the sun
    I won’t forget all the ones that I love
    I gotta take a risk
    Take a chance
    Make a change
    And breakaway

    Buildings with a hundred floors
    Swinging round revolving doors
    Maybe I don’t know
    Where they’ll take me
    But gotta keep moving on, moving on
    Fly away, breakaway

    I’ll spread my wings
    And I’ll learn how to fly
    Though it’s not easy to tell you goodbye
    Gotta take a risk
    Take a chance
    Make a change
    And breakaway
    Out of the darkness and into the sun
    But I won’t forget the place I come from
    I gotta take a risk
    Take a chance
    Make a change
    And breakaway

    Breakaway
    Breakaway…”

    “Cresci numa cidade pequena
    E quando a chuva caía
    Eu só ficava olhando pra fora de minha janela
    Sonhando com o que poderia ser
    E se eu terminasse feliz
    Eu rezaria

    Tentando ao máximo alcançar (a felicidade)
    Mas quando eu tentava falar
    Me sentia como se ninguém pudesse me ouvir
    Queria pertencer a este lugar
    Mas alguma coisa me parecia tão errado aqui
    Então eu rezava para que eu pudesse sair daqui

    Eu abrirei minhas asas
    E aprenderei a voar
    Farei o que for preciso até que eu toque o céu
    E farei um pedido
    Aproveitarei uma oportunidade
    Mudarei
    E sairei daqui

    Da escuridão e em direção ao sol
    Mas eu não me esquecerei de todos que amo
    Irei me arriscar
    Terei uma chance
    Mudarei
    E fugirei

    Quero sentir a brisa quente
    Dormir em baixo de uma palmeira
    Sentir o agito do oceano
    Entrar num trem que ande rápido
    Viajar num jatinho, bem longe
    E largar tudo pra trás

    Eu abrirei minhas asas
    E aprenderei a voar
    Farei o que for necessário até que eu toque o céu
    E farei um desejo
    Aproveitarei uma chance
    Mudarei
    E fugirei daqui
    Da escuridão e em direção ao sol
    Não me esquecerei daqueles que eu amo
    Eu tenho que correr o risco
    Aproveitar uma oportunidade
    Mudar
    E partir daqui

    Edifícios com cem andares
    Portas giratórias
    Talvez eu não saiba
    Para onde elas me levarão
    Mas tenho que continuar, seguir em frente
    Voar pra bem longe, sair daqui

    Abrirei minhas asas
    E aprenderei a voar
    Embora não seja fácil lhes dizer “adeus”
    Tenho que arriscar
    Agarrar uma oportunidade
    Mudar
    E fugir daqui
    Da escuridão e em direção ao sol
    Mas não me esquecerei do lugar de onde venho
    Eu tenho que me arriscar
    Aproveitar uma chance
    Mudar
    E partir

    Partir
    Partir…”


    (Tradução: Rodrigo Faustini)

    Veja todas as fotos em “www.rodrigofaustini.net

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    Televisão

    Durante todo o período da história humana, nunca o mundo evoluiu tanto quanto nos últimos 60 anos, e devemos isso, principalmente, ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia em todas as áreas do conhecimento humano. Será que ambas foram o grande bem do século XX?

    Sem dúvida os avanços da ciência (e, consequentemente, da tecnologia) trouxeram uma série de benefícios em favor da melhoria da qualidade de vida de todos nós. No entanto, é preciso abrir a cortina e ver que, ao mesmo tempo, a ciência também transformou o bem em mal quando criou uma tecnologia que amplia a distância entre ricos e pobres, priva de empregos jovens sem instrução e deixa grande número de mães jovens e de crianças desesperançadas e sem ter onde morar. Este mal pode ser visto em muitas partes do mundo, especialmente nas grandes cidades da américa do Sul e do Norte. Na época do Natal, quando se caminha pelas ruas de New York depois do escurecer, vê-se toda a extensão desse abismo. As vitrines exageradamente iluminadas, cheias de brinquedos eletrônicos high-tech para os filhos dos ricos, e poucos metros adiante os cantos escuros das entradas do metrô repletas dos vultos indistintos dos trapos humanos que a nova tecnologia deixou para trás. Cenas antagônicas como essa tornaram-se parte de nosso dia-a-dia.

    Há cerca de 60 anos atrás, ricos e pobres eram menos isolados e menos temerosos uns dos outros e a sensação de pertencer a uma comunidade era mais intensa. Os ricos tinham menos trancas em suas portas e os pobres possuíam um teto sob o qual morar. Desde aquela época, a riqueza se acumulou e a sociedade se deteriorou. É como disse Haldane (filósofo e político escocês, 1856-1928): “A tendência da ciência aplicada é de amplificar as injustiças até que se tornem intoleráveis demais para serem suportadas, e o homem comum, que nenhum profeta ou poeta é capaz de sensibilizar, finalmente se move e extingue o mal em sua origem“.

    A grande maioria dos cientistas se defende ao dizer que as calamidades da sociedade são causadas pela droga, pela disseminação de armas, pela intolerância racial, pelo analfabetismo, pela má qualidade das escolas ou pela dissolução das famílias – e não pela ciência. É verdade que as causas imediatas da desintegração social são morais e econômicas – e não técnicas. No entanto, a parcela de responsabilidade por tais males com que a ciência deve arcar é mais pesada do que a maioria dos cientistas está disposta a admitir. Quando examinamos os processos em uma escala temporal de 50 ou 100 anos, realmente percebemos que a mais poderosa força de mudança é a ciência e que, em seu nome, máquinas tomaram o lugar de trabalhadores manuais pouco qualificados e computadores tomaram o lugar de funcionários administrativos pouco qualificados em todos os ramos da indústria e do comércio. Devido à ciência, a classe média tradicionalmente conservadora (constituída por operários especializados bem pagos) deixou de existir. Devido à ciência, já não existem empregos que paguem o suficiente a jovens sem educação superior para que estes possam sustentar uma vida confortável para suas famílias, a menos que sejam dotados de talentos especiais e muita sorte, como ocorre com jogadores de futebol ou celebridades do cinema ou da música. Devido à ciência, famílias que têm acesso a computadores e à educação superior tornam-se rapidamente uma casta hereditária em que as crianças herdam de seus pais essas vantagens. Devido à ciência, crianças privadas de oportunidades legítimas de ganhar a vida têm fortes incentivos econômicos para juntar-se a gangues e tornaram-se criminosas. Desta forma, a mudança tecnológica impulsionada pela ciência tem sido a causa primária dessas revoluções na base econômica da sociedade. Depois que a mudança tecnológica fecha indústrias e destrói empregos, o declínio da moralidade e a erosão da disciplina se seguem como consequências imediatas e novas causas secundárias de esgarçamento social.

    Especificamente no que diz respeito à invasão dos computadores em nossas vidas, imagino que nem mesmo seu criador, o matemático húngaro-americano Von Neumann (1903-1957), tenha previsto o surgimento do computador pessoal e muito menos da Internet, que expandiram-se com velocidade explosiva. Assim como outras mudanças tecnológicas, ambos trouxeram tanto o bem quanto o mal. No lado bom, a popularização da tecnologia nos deu computadores amigáveis, com rostos humanos, acessíveis a pessoas comuns, que os usam para o trabalho e como divertimento. Von Neumann nunca imaginou que os computadores pudessem ser humanizados a ponto de mães o usarem para imprimir convites e as crianças os empregarem para fazer suas lições de casa. Do lado mau, a indústria de computadores domésticos ampliou o abismo entre ricos e pobres. O filho de pais que têm computador se “alfabetiza” na informática à medida que cresce e é inundado por oportunidades de ingressar no mundo da educação, do trabalho e da indústria high-tech. Já a criança sem acesso a um computador doméstico fica para trás neste processo. O analfabetismo informático é uma barreira adicional que a criança pobre precisa suplantar para ganhar a vida honestamente. O escritor norte-americano Alvin Tofler define precisamente essa situação quando afirma que “por volta do ano 2000, aqueles que não tiverem um mínimo de conhecimento de computação serão considerados os novos analfabetos do século XXI“.

    Livro sugerido: “Mundos Imaginados” (de Freeman Dyson, Cia. das Letras, 1998).

    A ciência e a tecnologia, e as várias formas de arte, todas, unirão
    a humanidade num sistema único interconectado.”

      Z. A. Medvedev, no livro “The Medvedev Papers” (1970)

    O “Communications Decency Act” é um projeto do governo americano que tentou fazer valer uma lei que considerasse como crime transmitir “materiais indecentes” e fotos de crianças nuas através da Internet.

    Apesar de cidadão brasileiro (mas usuário da mesma Internet que o governo americano deseja censurar) eu afirmo que concordei plenamente com tal projeto de lei (mas continue lendo…).

    No entanto, decidi que a partir da data em que a mesma fosse aprovada, quando quer que eu tivesse que forçosamente usar uma palavra ofensiva em meus sites ou em minhas mensagens de e-mail, eu as substituiria pelo nome de um político americano ofensivo. Eu, inclusive, aconselharia todos a fazerem o mesmo. A melhor parte desta decisão é que eles não poderiam censurar essas palavras sem mudar seus próprios nomes. Eu sei que não deveria estar sugerindo tal coisa, mas atitudes eleitorescas como essa fazem com que não devamos dar a mínima para esses políticos filhos da Hillary. E se eles recorressem, mandaria-os tomar no Bush

    É claro que pedofilia e pornografia infantil são coisas lamentáveis. Mas toda forma de censura é inadmissível.

    OBS: Os mesmos nobres políticos americanos que recentemente votaram contra a nudez na Internet no sentido de “proteger nossas crianças” são os mesmos que as enviam para a guerra quando quer que um empasse corporativista-econômico-financeiro tenha que ser resolvido. Afinal, onde está a verdadeira obscenidade?

    Denuncie a pedofilia!

    Gerúndio: esteja esmagando essa idéia!

    Vinhos! Ah, o vinho… Por ser um verdadeiro descendente de italiano, está em meu sangue a veneração por vinhos, esse néctar dos deuses (Bacco tinha razão…)! Tenho especial atração pelos vinhos tintos espanhóis com bouquet amadeirado (pois dormem anos a fio em enormes barris de carvalho) e as uvas tintas Merlot e Carmenère são as minhas preferidas. O vinho, além de fazer bem à saúde (em doses terapêuticas, é claro), parece inspirar a alma. Se alguém deseja me dar um presente e não sabe o quê escolher, que me presenteie com uma boa garrafa de vinho tinto! E, bem, você sabe… vinhos tintos chamam um bom queijo gorgonzola, um pãozinho com azeite, um salaminho italiano e por aí vai… Cada vez mais me convenço de que o vinho é o melhor amigo do homem – o vinho é o cachorro engarrafado!

    Raridades!

    Particularmente, tenho colhido evidências concretas de que criatividade é um misterioso processo que envolve grandes blocos de queijo suíço envelhecido com bons vinhos tintos adormecidos em barris de carvalho, um vagaroso ventilador de teto, uma luminária de mesa velha e um charuto cubano da mais pura folha de fumo. Misturados e usados de forma apropriada, esses itens (adicionados de um pouco de sorte e talento) podem estimular a produção de textos excelentes (ou qualquer outra forma de arte). Há quem diga que o cérebro está diretamente envolvido com o processo da criação, mas nada foi efetivamente comprovado até hoje… ;-)

    Reality show

    Verdades e lições que tenho aprendido ao longo da vida (algumas delas ao longo das últimas semanas…):

    - Quando a vida coloca em nosso caminho alguém que nos proporciona algum mal que não merecemos, é porque esta pessoa, de alguma forma, vive algum desconforto dentro dela. A quantidade de dor que ela te faz sentir é diretamente proporcional à quantidade de dor que ela sente (ou já sentiu) dentro dela.

    - Quem é capaz de denegrir a imagem de alguém que não conhece e iludir para destruir um relacionamento alheio é um grande vitorioso sem glórias – e também sem nobreza de caráter. E se ainda for capaz de provocar em alguém a mesma dor e sofrimento de que um dia também já foi vítima, não somente demonstra ser um insensível – mas, sobretudo, um covarde que utiliza contra os outros as mesmas armas e golpes baixos que um dia o feriram no lado esquerdo do peito.

    - É melhor e mais nobre vencer ou conquistar alguém com verdades do que com mentiras.

    - O amor vem para aqueles que ainda têm esperança (mesmo que embora tenham sido desapontados), para aqueles que ainda acreditam (mesmo embora tenham sido traídos) e para aqueles cujo amor ainda cicatriza (mesmo que já tenham sido feridos antes). O coração é um eterno inexperiente…

    E, para quem gosta de frases feitas…

    - “Preocupe-se mais com seu caráter do que com sua reputação, porque seu caráter é o que você realmente é, enquanto sua reputação é meramente aquilo que os outros pensam que você é.

    - “Uma das mais bonitas compensações da vida é que ninguém pode sinceramente tentar ajudar outra pessoa sem ajudar-se a si próprio.

    - “Os anos nos dizem coisas que os dias nunca saberão.

    - “Os imaturos no amor dizem: ‘Eu te amo porque preciso de você.’ Já os maduros dizem: ‘Eu preciso de você porque eu te amo!’

    - “Melhor ter amado e perdido, do que não ter amado.

    - “O amor faz o tempo passar. Já o tempo faz o amor passar…

    - “Não podemos aprender sem dor“, mas…

    - “A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

    Juridiquês
    Tradução: “O estupro aconteceu sob
    violência física ou sob ameaça grave?”
    © Ilustração: Klebs Junior

    Eminentes e Eméritos” leitores, “perante Vossas Excelências, Doutos Julgadores“, pergunto-lhes: antes que “a sentença transitasse em julgado”, o “excelso pretório” tomou conhecimento de que o “cônjuge supérstite” deixou à sua “cônjuge virago” uma “cártula chéquica” antes de “ir à óbito”, embora vivesse de “espórtula”, tanto que era notória sua “cacosmia”? Traduzindo: antes que “a decisão do juiz não pudesse mais ser contestada”, o “tribunal superior” soube que o “viúvo” deixou à sua “esposa” um “cheque” antes de “morrer”, embora “dependesse de donativos para viver” e “morasse em um ambiente miserável”)? Bem, quem já teve a oportunidade de tentar interpretar um documento jurídico (petições, liminares, apelações, acórdãos, despachos, ofícios, pareceres, sentenças etc.) ou deu muitas risadas ou se sentiu a pessoa mais ignorante do mundo (e que também de nada valeram todas aquelas excelentes notas em gramática na escola…). O “juridiquês” impera na documentação e literatura jurídicas. A pergunta acima, que utilizei como exemplo, poderia muito bem ter sido retirada de algum processo judicial e traz consigo o traço mais nefasto do “juridiquês”: pôr as palavras contra sua função essencial – a comunicação. Por que é assim? Será um grande complô contra o povo leigo, obrigando-o a recorrer a advogados “bilíngües” para conseguir entender e ser entendido em um simples “tribunal de pequenas causas“? Exibicionismo? Dogmatismo lingüístico? Falta de coragem de se quebrar um paradigma secular e ultrapassado? Manter erguida mais uma ponte entre a Justiça e a sociedade? Prefiro passar a palavra para quem realmente entende do assunto:

    Ademais, entendo que é sinal de atraso e subdesenvolvimento mental a manutenção desse dialeto sofisticado e pretensioso que se utiliza nos meios jurídicos, já chamado “juridiquês”, uma linguagem afetada, empolada, impenetrável, não raro ridícula, dos que supõem que utilizar expressões incomuns, exóticas, é sinal de cultura ou de sabedoria. O “juridiquês”, infelizmente, só tem mostrado eficiência e grande utilidade na perversa e estúpida missão de afastar o povo do Direito, de desviar a justiça do cidadão.”

      (Texto extraído do artigo “Lei de Introdução”, de autoria de Zeno Veloso, Jurista – publicado em “O Liberal”, edição de 18/06/2005).

    Exemplos de juridiquês

    Estimulada por essa “nova velha onda” desinterrrada pelo atual Papa Bento 16 (sim, 16, pois algarismos romanos também são um retrocesso “algarísmico-temporal”), na qual as missas devem ser rezadas em latim (o que, a meu ver, por analogia, também apenas servirá para afastar ainda mais os fiéis da Igreja Católica), quem sabe um dia a Justiça (que dizem que é cega, mas fala latim muito bem…) também não passará a adotar integralmente esta língua emplumada e nobre – mas morta – como idioma oficial de suas intermináveis pilhas de documentos processuais (tornando-as, em definitivo, verdadeiras Torres de Babel de papel)?

    Glossário juridiquês

    Não me interpretem mal:

  • Compreendo que cada área do conhecimento humano possui seus termos técnicos (ou jargão);
  • Admito que devido à origem latina de nosso Direito há vocábulos em latim cuja substituição é impossível;
  • E defendo a idéia de se ensinar o significado dos prefixos e sufixos do grego e do latim nas escolas (porque isso sim teria aplicação útil, prática, real, nos proporcionando entender melhor nosso próprio idioma – especialmente aqueles indecifráveis termos da Medicina, que nos tornam pacientes mais “burros” do que leigos…).
  • O que julgo – e condeno – é a utilização tão exagerada e afrontosa de termos técnicos e de arcaísmos (ou seja, palavras em desuso) de nosso próprio idioma e de uma língua morta há seculos em ambientes e situações onde não somente profissionais do Direito estejam presentes e participando (mesmo que passivamente ou somente como ouvintes) do processo de comunicação, especialmente perante uma nação com altíssimo índice de analfabetos e semi-analfabetos, em que até mesmo as camadas melhor alfabetizadas da população (de estudantes pré-universitários à especialistas pós-doutorados) lêem muito pouco em seu próprio idioma e, por conseqüência, o escrevem vergonhosamente muito mal! Nossa língua portuguesa precisa de um habeas corpus jurídico para democratizar a Justiça para o cidadão leigo – que não precisa passar pelo constrangimento de se sentir um ignorante medieval em pleno século 21 (ou devo escrever “Saeculu XXI“?) diante de tanta prolixidade e preciosismos linguísticos vestidos de gala! Segundo Paulo César de Carvalho, bacharel em Direito e mestre em Lingüística pela USP, em seu artigo publicado na edição nº 3 da revista “Discutindo Língua Portuguesa” (maio de 2006):

    Quando se fala em agilizar a Justiça, deve-se pensar também em agilizar a linguagem adotada. Nessa perspectiva, evitar arcaísmos e preciosismos vocabulares é um fator de “economia processual”: um texto claro, objetivo, que vai direto ao centro da questão, é lido também com maior agilidade. [...] Mesmo com toda a pompa, uma cadeia não fica melhor se designada por “ergástulo público”.”

      (Trecho pinçado de excelente artigo do blog do Dr. Aldo Corrêa de Lima)

    Juridiquês

    Em resumo: romantismo é muito bonito e bem aplicável às artes e à nostalgia, mas não às salas dos tribunais, onde magistrados, advogados, vítimas e réus discutem a vida como ela é – e querem compreender e serem compreendidos em seu idioma natal (sem dependerem de “tradutores” de gravata). Aliás, vida esta que, de justa, tem muito pouca coisa…

    Das palavras, as mais simples: das mais simples, a menor.”
    (Winston Churchil – estadista e escritor)

    Não espere...

    Personagem de um jogo de “video game” cheio de dificuldades e obstáculos, com índios selvagens por todos os lados. É como me sinto ao dirigir no Brasil…

    Buracos, placas de trânsito escondidas (ou mesmo inexistentes…), pistas triplas que subitamente se transformam em duplas (ou o contrário), motoristas imprudentes, impacientes e mal educados, lerdos de plantão fazendo questão de fazer procissão motorizada na pista da esquerda e buzinas impacientes para nos lembrar que o semáforo já ficou verde faz meio segundo! Sem falar em guardas de trânsito omissos ou mal preparados (mas muito bem treinados pela indústria da multa…), flanelinhas sanguessugas e ameaçadores, crianças pedintes ou vendendo coisas nos semáforos (geralmente a mando de pais exploradores), quebra-molas como não se vê em nenhum outro país (alguns parecem verdadeiros muros e a grande maioria geralmente está disfarçada de asfalto…), pistas e rodovias sem acostamento, radares “pardais caça-níqueis” geralmente instalados em locais pouco necessários (porém em pontos bastante estratégicos, a fim de favorecer o “fator surpresa”…).

    Sem falar em motoqueiros (e não motociclistas, de fato) – especialmente motoboys mal preparados e movidos à bicombustível (pressão e prazos) – que costuram entre os carros, ultrapassam pela direita, surgem do nada e às vezes levam seu retrovisor sem a menor cerimônia.

    Ufa! Com a baixa qualidade de ensino nas autoescolas e com a facilidade oferecida pelo mercado de venda de veículos (que parcelam carros e motos em até 72 vezes, sem entrada e com taxa de arrependimento zero), daqui a pouco nossas ruas estarão parecendo com as das caóticas e grandes cidades da Índia… Só que sem as vacas. Pelo menos isso!

    Não espere que um grande amor venha procurá-lo. Vá ao seu encontro e, quando o encontrar, ainda que não seja aquele que você sonhou, viva-o com toda intensidade, como se o fosse.

    Pensando bem, por tudo o que a gente vê, vivencia, deseja, ouve e pensa, não existe uma “pessoa certa” para nós. Existe sim uma pessoa que, se você for parar para pensar, é, na verdade, a “pessoa errada”! Porque a pessoa certa faz tudo certinho. Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre estamos precisando das coisas certas (geralmente porque realmente não são as coisas mais certas para nós). Daí é a hora de procurar a pessoa errada. Porque a pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, mudar seus hábitos, sentir amor, chorar, refletir. A pessoa errada vai ficar uns dias sem te procurar (para que quando vocês se encontrarem, a entrega ser muito mais verdadeira). A “pessoa errada” é, na verdade, aquilo que a gente chama de “pessoa certa”. Essa pessoa vai te irritar, fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível e alegrar seu coração, te fazer sentir segura e confortável. Essa pessoa talvez te magoe algumas vezes , mas depois te encherá de mimos pedindo seu perdão. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você. Vai estar o tempo todo pensando em você.

    A pessoa errada não te parece ser a certa porque esperamos que tudo seja e dê certo, conforme desejamos – mas, na vida como ela é, poucas coisas são absolutamente certas ou exatas (da forma como idealizamos em nossos planos e sonhos). Certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, lutando, conseguindo. Só assim é possível chegar àqueles momentos da vida em que percebemos que tudo deu certo no final. Quando, na verdade, tudo o que precisamos é encontrar a pessoa errada, para que nossas vidas sejam complementadas pela vida do outro e pelas coisas certas que ela nos traz – para que, de alguma forma, nossas vidas tenham mais sentido e sejamos mais felizes…”

    (Texto anônimo, com algumas adaptações minhas)

    É um mundo mágico...

    Tradução:

    Calvin: Uau, nevou pra valer na noite passada! Não é maravilhoso?

    Hobbes: Tudo que é familiar desapareceu! O mundo parece novo em folha!

    Calvin: Um novo ano… Um início fresco e limpo!

    Hobbes: É como ter uma grande folha branca de papel para se desenhar!

    Calvin: Um dia cheio de possibilidades! É um mundo mágico, Hobbes, meu velho amigo… Vamos explorar!”

    Eleitor brasileiro

    Pizza de impunidade

    Expresse suas opiniões!

    De autoria de meu amigo Gilberto (onde quer que ele esteja…):

    QUESTÃO DE TEMPO

    Há muito tempo
    que não tenho tempo
    de encontrar um tempo
    pra te procurar.
    Já estou sem jeito,
    mas vou dar um jeito
    de encontrar um jeito
    de te encontrar.

    E neste encontro
    vou ver se me encontro,
    pra ver se te conto
    uma história de amor
    que está faltando
    pro seu acalanto
    e pra jogar num canto
    toda a sua dor.

    Estou sabendo
    que você me ama,
    que você me adora,
    e que seu coração
    muitas vezes clama
    e até reclama
    desta solidão.

    Vou me livrar
    de mais um contratempo,
    é só questão de tempo
    para resolver.
    E neste encontro,
    já sei que me encontro -
    e me encontrando,
    vou amar você!

    Tantas coisas pra fazer hoje e eu aqui tentando ver sentido em relembrar e refletir pessoas que passaram e de alguma forma marcaram minha vida. Ainda não sei se isso é bom. Se não for, então será sempre um vício que terei que correr…

    Golfinhos não dormem. Eles são mamíferos e precisam subir à superfície para respirar (portanto, morreriam se dormissem). E debaixo d’água é o único lugar onde não encontramos um McDonald’s…

    Mas não é tão preocupante quanto parece. Durante 8 horas por dia os golfinhos ficam totalmente despertos, mas durante o resto do tempo eles ficam no piloto automático. Nessas outras 16 horas, metade de seus cérebros dorme por 8 horas, enquanto a outra metade fica semi-desperta durante o próximo turno de 8 horas.

    Moral da história: para vencer um golfinho no xadrez, primeiro verifique os horários dele…

    Li que os dias em Júpiter duram apenas cerca de 10 horas, o que dá um expediente de trabalho de 3 horas, com menos de 20 minutos de almoço. Nem quero imaginar o quê eles comem…

    Ontem acessei um site de busca na Internet e disparei uma pesquisa com as palavras-chave “universe expansion” (queria saber as últimas notícias sobre a teoria da expansão do Universo). Obtive como resultado 166.000 websites diferentes! Caí em desespero por overload de informações e, frustrado, desconectei-me e fui acariciar um gato simples…

    [Atualização: hoje, 08/jun/2008, o nº de resultados aumentou para 197.000! Ainda bem que ainda há gatos por perto...]

    Certa vez li um pensamento (cuja autoria é atribuída à diversas personalidades, tais como Dalai Lama, Madre Tereza de Calcutá e Kung-Fu-Tse, vulgo “Confúcio”), que descobri se encaixar perfeitamente com meu modo de ver a vida moderna:

    Os seres humanos fartam-se de ser crianças e têm pressa de crescer, mas quando adultos suspiram por voltar a ser crianças. Perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperá-la. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por não viver nem no presente, nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido…”.

    Construa seu patrimônio, trabalhe com dedicação e planeje o futuro – mas lembre-se que isso tudo é o meio, e não o objetivo final. Pois, a vida, é o que acontece entre cada uma destas coisas.

    Quem me conhece sabe que eu adoro viajar. Quanto mais longe, melhor. Acho que tudo começou lá pelos idos de 1986, quando o início do estudo do idioma inglês (associada à sedução lobotômica do “sonho americano”) me fez perceber que eu tinha vocação pra ser cidadão do mundo. O cinema, é claro, também ajudou bastante, pois literalmente abriu meus olhos para horizontes muito além daquele que eu podia ver pela janela de meu quarto, na pequena cidade onde nasci (que, por lá, audaciosamente insistem em apelidar de “capital secreta do mundo”…). Naquela época eu já começava a me sentir prisioneiro de meu lar doce lar. Percebi que viajar era preciso.

    Especialmente para outros países. Os nacionalistas de plantão dizem que eu sou um filho pródigo da pátria amada, que há tantas coisas bonitas para se conhecer no Brasil. E é verdade (a segunda afirmativa – e não a primeira…). Mas viajar, para mim, não diz respeito apenas aos lugares. Tem haver com as pessoas, com a cultura, com a “aura” do local. Com a misteriosa e intrigante (mas ao mesmo tempo deliciosa) sensação de enfrentar o inesperadamente novo, o desconhecido. De ver como este mundo globalizadamente pequeno é tão grande em diversidade.

    E não falo, por exemplo, de ir à Paris para subir na Torre Eiffel ou de ir aos EUA tirar fotos com Mickey Mouse na Disneylândia (embora confesse que já tenha cometido a segunda por acidente…). Falo de exorcisar as excursões turísticas e bravamente alugar um carro e se perder no interior da França (passando pelos inúmeros pequenos vilarejos, cheios de história e vinhos espetaculares), ou cruzar os EUA (através dos ossos da lendária Rota 66, conhecendo alguns dos locais e personagens que ainda fazem parte da história do “velho oeste”, como tive a oportunidade de fazer em 2001).

    Viajar não se resume a apenas visitar lugares, mas a absorvê-los em sua plenitude, evitando as “armadilhas para turistas” (ou pelo menos não se limitando apenas a elas). É preciso comer o que os residentes locais comem, frequentar os lugares que eles frequentam, ouvir as músicas que eles ouvem, até mesmo usar as roupas que eles usam (mesmo que nada disso esteja listado nos guias de viagem comerciais). “Quando em Roma, faça como os romanos“. Somente dessa forma poderemos voltar pra casa e dizer que, de fato, conhecemos um determinado lugar e trouxemos conosco uma enorme bagagem (não de produtos ou souveniers, mas de elementos culturais que durarão para sempre dentro de nós e que, de alguma forma, nos tornarão mais educados, civilizados, humildes e contemplativos perante à humanidade, às pessoas com as quais convivemos e talvez ao próprio sentido da vida – seja ele qual for…). E para que, no aconchego do nosso lar doce lar, possamos sonhar com a próxima viagem doce viagem

    Prédio do Senado (Bogotá - Colômbia - Jan/2006) Não cuspa em mim! (Lhama em Bogotá - Colômbia - Jan/2006) Malabaristas em Venice Beach (California - EUA - Jan/2006) Sem palavras... (com Charles Chaplin no Universal Studios - Hollywood/LA - EUA - Jan/2006)

    Somos unidades biológicas cuja espécie é movida a dúvidas. A cor das paredes do apartamento novo, o destino das próximas férias e os sabores das bolas do sorvete são apenas uma pequena amostra de nossas infinitas dúvidas diárias.

    Mas, sem dúvida (e sem trocadilho…), a maior de todas as dúvidas continua sendo: “qual o sentido da vida?” (inclua-se nesta abrangente pergunta as questões relativas a o quê será de nós após a morte, como surgiu o Universo, se existem seres extraterrestres, se eram os deuses astronautas, quem mexeu no nosso queijo, ser ou não ser etc.).

    No excelente filme “Quiz Show” (EUA, 1994), que retratava os bastidores de um programa de TV que premiava pessoas por seus conhecimentos, alguém cogitou que esta seria a pergunta de US$ 64.000 dólares (o valor do prêmio máximo, numa época em que US$ 64 mil era muito, muito dinheiro…). O grupo humorístico inglês Monty Python (O “Casseta e Planeta” da Inglaterra) brincou com este tema no quase filosófico filme “O sentido da vida” (“The meaning of life” – Inglaterra, 1983), onde tentaram desvendar os mistérios da vida com sketches que examinavam as eras do homem e outras situações típicas do cotidiano nosso de cada dia. Eles podem não ter conseguido chegar a uma resposta exata, mas nos ajudaram a perceber que nem sempre é preciso buscar sentido naquilo que se vive – literalmente.

    A morte - Cena do filme 'O sentido da vida', de Monty Python
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    Para aqueles que não se satisfazem em apenas participar dessa grande peça teatral sem ensaios que é a vida sem conhecer a íntegra do script (como eu), viver pode ser bem mais confuso… Dilemas constantes, dúvidas cruéis e crises existenciais são apenas alguns dos efeitos colaterais dessa busca pelas respostas sagradas que explicariam, por exemplo, por quê morremos, de onde viemos, para onde vamos (se é que vamos…) e por qual motivo a Fanta Uva light só vem em latinhas… Oh, well.

    Mesmo que você não tenha nada a ver comigo, seja bem-vindo(a) ao weblog pessoal de Rodrigo Faustini (dedicado à interminável busca pelo sentido da vida e ao desejo pela busca da verdade – ou não…). Isto aqui é o que chamam de “Internet”.

    ATENÇÃO: Este blog é uma extensão de meu cérebro. Se você não está preparado para se confrontar com provocações, imagens, idéias e opiniões polêmicas, controversas ou diferentes da sua, este website não é para você (há sempre outras alternativas…).

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